Vacina contra COVID-19: Quando ficará pronta?

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Desde março de 2020, a procura da solução para nova a pandemia vem unindo profissionais de saúde e cientistas. Em todo o mundo, esses profissionais estão correndo para desenvolver medicamentos e a vacina contra COVID-19.

O acesso à essa vacina pode reverter o quadro da pandemia visto que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria dos pacientes com COVID-19 podem ser assintomáticos, transmitindo o vírus sem saber que têm a infecção. 

Um ponto positivo é que testes eficazes para detectar a presença do novo coronavírus já foram desenvolvidos, agilizando os cuidados médicos para os pacientes infectados.

Enquanto o desenvolvimento da vacina é realizado, acompanhe a jornada contra o novo coronavírus lendo o artigo a seguir.

Como funcionam as vacinas?

De acordo com a Universidade Federal de Mato Grosso, toda vacina é desenvolvida para combater algum micro-organismo em específico, que pode ser um vírus, uma bactéria, um protozoário ou outro tipo de agente nocivo.

Para proteger o organismo, a vacina estimula o sistema imunológico, que é responsável pela defesa do organismo contra invasores e doenças.  O sistema imunológico funciona no organismo em duas etapas: a primeira é agindo imediatamente, ao detectar o  invasor e usar mecanismos de defesa, como aumentar a própria temperatura (febre) ou empregar a resposta inflamatória. Esse mecanismo de defesa é conhecido como defesa inespecífica ou defesa inata.

A segunda etapa, conhecida como defesa específica, é quando o organismo já conseguiu produzir anticorpos que podem capturar e destruir os agentes infecciosos. É exatamente dessa maneira que a vacina pode fortalecer o corpo ao ataque de certos micro-organismos. 

Vacinas atenuadas e vacinas inativadas

Existem dois tipos de vacina: as atenuadas e as vacinas inativadas, que se diferenciam na maneira em que irão estimular o sistema imunológico. 

As vacinas atenuadas contêm agentes infecciosos vivos, mas extremamente enfraquecidos. Já as vacinas inativadas são compostas pelos microrganismos mortos, alterados, ou com algumas partículas deles. 

Ambas têm a função de reduzir ao máximo o risco de infecção ao estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos, como quando somos expostos aos vírus e bactérias, mas sem provocar a doença.

Quando a vacina é aplicada, o agente é exposto ao sistema imunológico, que se prepara para quando estiver em contato com a doença. Por isso, nem sempre uma vacina vai deixar a pessoa totalmente imune à infecção do micro-organismo, no entanto terá o propósito de evitar o agravamento da doença. 

O desenvolvimento de vacinas não é simples, uma vez que em cada produção específica, é preciso considerar algumas característica dos agentes, e o maior desafio dos especialistas é a capacidade de mutação do micro-organismo em específico.

Um exemplo é o vírus da gripe, que possui uma grande capacidade de mutação. É por este motivo que é necessário reaplicar a vacina da gripe todos os anos. Isso faz com que seja mais difícil desenvolver uma vacina contra esse patógeno. 

Como ocorre a validação de um produto de saúde?

A validação de qualquer medicamento, vacina ou tratamento de saúde é um processo científico e passa por algumas etapas para ser certificado. 

Primeiramente, após resultados positivos de testes com células e animais em laboratório, começam os testes em humanos, contando com até 100 voluntários. O objetivo dessa etapa é avaliar a segurança da composição da substância e o ajuste de dosagem.

Na segunda etapa, são avaliados de centenas a mil voluntários, para obter mais dados de segurança e começar a avaliar se o produto é eficaz em pacientes com diferentes condições de saúde, como doenças crônicas.

Na terceira etapa, a pesquisa conta com mais de uma instituição para avaliar o impacto em milhares de pessoas, por um período que pode durar até dez anos. Para o produto ser aprovado, os resultados são enviados para órgãos técnicos responsáveis como a ANVISA, por exemplo.

Por último, após o produto receber aval dos órgãos técnicos, são realizados estudos de checagem. Esse acompanhamento avalia a atuação do medicamento ou vacina quanto à sua segurança em longo prazo e seus efeitos colaterais.

Como a situação do novo coronavírus é urgente, esse processo está sendo acelerado pelas instituições.

Como está o desenvolvimento da vacina contra a COVID-19?

No momento, o andamento das pesquisas conta com uma iniciativa global para agilizar o desenvolvimento, a produção e o acesso não só para a vacina, mas também para o diagnóstico e tratamentos da COVID-19.

A Agência Senado, estima que em todo o mundo há mais de 100 projetos de desenvolvimento para a vacina contra o novo coronavírus, que contam com o esforço de organizações internacionais, fundações e empresas privadas e universidades.

Para formular a vacina contra COVID-19, estão sendo utilizados três métodos de imunização diferentes. São eles:

1. mRNA

No nosso corpo, o RNA mensageiro (mRNA) transmite informações que se encontram no DNA para os ribossomos, induzindo a produção de proteínas. Essa metodologia utiliza mRNA sintético a fim de estimular o organismo a produzir proteínas iguais às do coronavírus.

As empresas que estão desenvolvendo a vacina com esse método, consideram a que sua produção ocorra até o final de 2020.

2. VLP

VLP é a sigla para inglês de virus-like particles, é um método de imunização que utiliza uma molécula que imita o vírus por fora mas é vazia por dentro, criada em laboratório. A ideia é reproduzir áreas específicas da proteína que compõe o SARSCoV-2, para que o sistema imunológico o reconheça e realize o combate ao vírus. É essa a estratégia que está sendo utilizada por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP.

A previsão da produção da vacina depende dos testes com humanos, que começarão a ser feitos entre o fim de 2020 e início de 2021.

3. Bivalente

Essa técnica parte da modificação do vírus da gripe, Influenza. Em laboratório, o vírus é geneticamente modificado para que ele tenha em sua superfície fragmentos da proteína do SARS-CoV-2, induzindo a imunidade ao novo coronavírus.

Os estudos clínicos para o uso de pacientes estão previstos para serem aplicados entre 2021 e 2022.

Todos os métodos descritos têm como objetivo induzir o organismo a produzir proteínas semelhantes aos do SARS-CoV-2. Sendo assim, quando o organismo for infectado pelo vírus que causa a COVID-19, o sistema imunológico saberá identificar e combater esse patógeno.

O que podemos fazer?

Enquanto o desenvolvimento da vacina ocorre, podemos mostrar apoio aos profissionais de saúde, respeitando o trabalho que eles têm feito frente às pesquisas e com o cuidado aos pacientes.  

Ao acompanhar as notícias sobre a COVID-19, é preciso consumir informação em fontes confiáveis e não disseminar notícias falsas, umas vez que essa prática atrapalha o combate ao novo coronavírus. Assim, impedimos a desinformação de um assunto que requer seriedade e mantemos a saúde mental durante a pandemia, evitando a repercussão de estado de pânico.

Além disso, é imprescindível prosseguir com a orientação do isolamento social, além de adotar e manter também as demais medidas preventivas, buscando a proteger a comunidade da transmissão do novo coronavírus.

Gostou de saber sobre a vacina contra COVID-19? Nos siga nas redes sociais para acompanhar a jornada dos profissionais contra o novo coronavírus.

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