Exames Hilab

Reinventamos a forma de realizar exames laboratoriais. Sem precisar ir ao laboratório, com apenas um furinho no dedo e algumas gotas de sangue, você faz o exame e recebe o resultado em poucos minutos.

EXAMES

Reinventamos a forma de realizar exames laboratoriais. Sem precisar ir ao laboratório, com apenas um furinho no dedo e algumas gotas de sangue, você faz o exame e recebe o resultado em poucos minutos.

Clique nos exames para saber mais.

Hormônios

           Gravidez (Beta hCG)
O exame pode ser feito em caso de suspeita de gravidez, pois detecta a fração do hormônio gonadotrofina coriônica humana (conhecido como hCG), presente no sangue de mulheres grávidas.

O exame pode ser feito em caso de suspeita de gravidez, pois detecta a fração do hormônio gonadotrofina coriônica humana (conhecido como hCG), presente no sangue de mulheres grávidas. Embora o beta-hCG seja um marcador tumoral, o teste beta-hCG Hilab deve ser utilizado somente com o objetivo de detectar a gravidez.

Atraso na menstruação;
Intestino preso;
Dor nas mamas;
Aumento das mamas;
Alterações na aparência dos seios;
Sonolência;
Sensação de estômago cheio;
Enjoos e vômitos;
Alteração na coloração dos mamilos e manchas de pele.

O que ele detecta? O exame beta-hCG detecta a presença de gonadotrofina coriônica humana (hCG). O beta-hCG é a fração do hCG no sangue.

Preparação pré-exame: Não é necessário preparação para realizar o exame. Você somente deve levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

  • hCG e gravidez

Após a fertilização do óvulo pelo espermatozóide, o zigoto passa por divisões celulares para se tornar um blastocisto. Esse blastocisto segue até o útero, onde se adere à parede, que é chamada de endométrio. Uma vez aderido, o blastocisto escava o endométrio – processo conhecido como implantação – e interage com ele formando a placenta, órgão que permite atroca de nutrientes e gases respiratórios entre o embrião e a mãe. Quando o blastocisto não chega ao útero, o endométrio regride e sofre descamação.

gonadotrofina coriônica humana, conhecido como hCG, é um hormônio presente no sangue de mulheres grávidas e é secretado pelas células do blastocisto. Por esse motivo, sua presença é utilizada para detectar a gravidez. Esse hormônio estimula o organismo a produzir estrogênio e progesterona, que são responsáveis pelo espessamento e manutenção do endométrio, o que previne a menstruação e permite a continuidade da gravidez. Essas mudanças hormonais causam os sintomas característicos da gravidez como enjoo matinal, alterações nos sentidos do olfato e paladar, aumento no tamanho das mamas e oscilações de humor.

  • Outras causas que podem elevar o beta-hCG

A fração do hormônio hCG (beta-hCG) é um marcador tumoral, ou seja, é uma substância detectada no exame de sangue e que aumenta na presença de tumores malignos. Essa substância pode ser produzida diretamente pelo tumor ou pelo organismo, em resposta à presença do tumor.

A fração beta-hCG é utilizada para diagnóstico, monitorização e prognóstico de pacientes com tumores de células germinativas (testículo e ovário) e um resultado falso positivo pode indicar a presença de câncer. Em caso de gravidez ectópica, a fração do hormônio hCG também é utilizada como parte do diagnóstico, entretanto, o exame beta-hCG Hilab não deve ser utilizado para esses fins.

Instituto Nacional do Câncer. Câncer de Testículo. Disponível em: <http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=342>. Acesso em: 03 de agosto de 2018.

Instituto Nacional do Câncer. Marcadores Tumorais. Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/ovario/marcadores_+tumorais>. Acesso em: 03 de agosto de 2018.

SADAVA, D.; HELLER, H. G.; ORIANS, G. H.; PURVES, W. K.; PURVES, W. K.; HILLIS, D. M.   Vida – A Ciência da BIologia. Volume III: Plantas e Animais. 8ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

Doenças infecto-contagiosas

Zika
O exame é importante para auxiliar o diagnóstico de infecção aguda ou prévia pelo vírus Zika.

O exame é importante para auxiliar o diagnóstico de infecção aguda ou prévia pelo vírus Zika. Embora todas as pessoas sejam suscetíveis ao vírus, a infecção é mais perigosa para gestantes uma vez que pode causar microcefalia nos fetos em desenvolvimento. Além disso, quando comparada à Dengue e Chikungunya, a doença pelo vírus Zika apresenta um risco maior para o desenvolvimento de complicações neurológicas, como a síndrome de Guillain-Barré.

Pessoas com sintomas de Zika ou que possivelmente foram expostas ao vírus.

Gestantes com ou sem sintomas que possivelmente foram expostas ao vírus.

Os principais sintomas são semelhantes aos de outras infecções por arbovírus, como a dengue. Geralmente são ligeiros, duram de dois a sete dias e incluem:

  • Febre;
  • Erupções cutâneas (feridas que coçam);
  • Conjuntivite;
  • Dores nos músculos e nas articulações;
  • Mal-estar ou dor de cabeça.

Na presença desses sintomas, procure atendimento médico, principalmente se você for gestante.

Pela picada do mosquito Aedes aegypti.

Relação sexual desprotegida com pessoa infectada.

Transmissão da mãe para o feto durante a gravidez.

A melhor forma de prevenir a doença é acabar com o mosquito transmissor, mantendo o domicílio sempre limpo e eliminando os possíveis criadouros, para isso:

  • Não deixe água parada em pneus e vasos de plantas, por exemplo;
  • Mantenha o lixo sempre bem fechado;
  • Não deixe calhas entupidas;
  • Utilize roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia proporcionam proteção às picadas;
  • Mantenha as caixas d’água vedadas e utilize telas nas janelas;
  • Repelentes e inseticidas também podem ser usados de acordo com as instruções do rótulo.

O que ele detecta? O Teste Hilab Zika IgG/IgM é um imunoensaio cromatográfico rápido para a detecção qualitativa de anticorpos IgG e IgM contra o Zika vírus em amostras de sangue total. Esse teste é utilizado como um auxílio no diagnóstico de infecção aguda ou prévia pelo vírus Zika.

Preparação pré-exame

  • Não é necessário jejum.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento (Carteiras dos órgãos fiscalizadores de exercício profissional (Ex: Carteira do CRF); Carteira de Identidade (RG); Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); Carteira de reservista/Certificado de dispensa; Carteira estudantil; Carteira de identidade de outros países; Registro Nacional de Estrangeiros (RNE); Certidão de nascimento; Certificado militar; Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Passaporte).

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, obtida de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao Laboratório Central, para profissionais de saúde capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo Hilab.

Atualmente não há vacina disponível contra o Vírus Zika.

Não existe tratamento específico para febre por Zika. Caso o paciente apresente sintomas o médico recomenda o uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona. No caso de erupções pruriginosas, são recomendados os anti-histamínicos. Devido ao risco de complicações hemorrágicas, a indicação de ácido acetilsalicílico (AAS) e outras drogas anti-inflamatórias é desaconselhada.

Segundo o Ministério da Saúde, as infecções por Dengue, Chikungunya e Zika, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, podem resultar em síndromes clínicas, dentre elas a Síndrome de Guillain Barré.

Geralmente, os pacientes percebem a doença pela sensação de dormência ou queimação nas extremidades dos membros inferiores e, em seguida, nas extremidades superiores. Em pelo menos 50% dos casos, ocorre dor neuropática lombar (nervos, medula da coluna ou no cérebro) ou nas pernas. O sinal mais perceptível ao paciente é a fraqueza progressiva. A síndrome pode levar à morte quando ocorre acometimento dos músculos respiratórios e não são adotadas as medidas de suporte respiratório.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Vírus Zika no Brasil: a resposta do SUS [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em
Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. 136 p.

Brasil. Ministério da Saúde. Guillain Barré: causas, sintomas, tratamentos e prevenção. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/guillain-barre>. Acesso em: 19 de novembro de 2018.

Fiocruz. A microcefalia é a única malformação provocada pelo vírus zika? Disponível em: <https://portal.fiocruz.br/pergunta/microcefalia-e-unica-malformacao-provocada-pelo-virus-zika>. Acesso em: 22 de outubro de 2018.

Fiocruz. Existe relação entre a microcefalia e infecção pelo vírus zika? <https://portal.fiocruz.br/pergunta/existe-relacao-entre-microcefalia-e-infeccao-pelo-virus-zika>. Acesso em: 22 de outubro de 2018.

Doenças infecto-contagiosas

Sífilis
O exame é importante para detectar a sífilis, uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), causada por uma bactéria denominada Treponema pallidum.

O exame é importante para detectar a sífilis, uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), causada por uma bactéria denominada Treponema pallidum. Essa infecção é curável e exclusiva do ser humano no entanto, quando não tratada, pode trazer sequelas irreversíveis.

  • Qualquer pessoa com vida sexual ativa;
  • Pessoas que desejam ter filhos;
  • Gestantes (pré-natal);
  • Profissionais da área da saúde.
  • A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem preservativo com uma pessoa infectada ou por contato com sangue contaminado (sífilis adquirida). Também pode ser transmitida para o bebê durante a gestação ou parto (sífilis congênita).

Sífilis adquirida

O período de incubação médio é de 3 semanas, no entanto, pode variar de 2 semanas a vários meses. São reconhecidos 3 estágios:

  • Estágio primário: Nesse estágio, o primeiro sinal é uma ferida ulcerada, de base dura, que normalmente surge no local de infecção. A ferida é indolor, no entanto produz um líquido altamente infeccioso. Em poucas semanas, a lesão desaparece. Nem sempre a lesão é visível pois, em homens, pode estar localizada na uretra. Durante esse estágio as bactérias entram na corrente sanguínea e se espalham por todo o corpo.
  • Estágio secundário: É caracterizado por erupções na pele e nas mucosas. Qualquer superfície do corpo pode ser afetada por essas lesões que apresentam uma grande quantidade de bactérias e são altamente infecciosas. Outros sintomas incluem febre baixa e mal estar. Após algumas semanas, os sintomas cedem e a doença entra no período latente. Após um período de 2 a 4 anos de latência a doença normalmente não é transmitida para outras pessoas mas pode ser transmitida da mãe para o filho (transmissão vertical).
  • Estágio terciário: Esse estágio ocorre somente após muitos anos do início da fase latente.  Cerca de 30% das infecções não tratadas levam a esse estágio. Os sintomas incluem lesões denominadas gomas. Algumas dessas lesões podem causar extensos danos nos tecidos, o que leva à perfuração do céu da boca e prejudica a fala. Também podem causar desfiguração e incapacidade, podendo ser fatais. É comum que os sistemas nervoso e cardiovascular sejam prejudicados.

Sífilis congênita

É transmitida da mãe para o feto através da placenta. Os sintomas neurológicos e o prejuízo no desenvolvimento mental são as consequências mais graves.

Pacientes com história familiar de diabetes mellitus devem manter hábitos saudáveis como não fumar, manter o peso normal, controlar a pressão arterial e praticar atividade física regularmente.

Pacientes com DM devem manter uma alimentação saudável, realizar o exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões, utilizar os medicamentos prescritos e manter um bom controle da glicemia.

O que ele detecta? O exame é utilizado para a detecção qualitativa de anticorpos para o Treponema pallidum.

Preparação pré-exame

  • Não é necessário jejum.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

Como prevenir

O uso correto e regular da camisinha é uma medida importante de prevenção da sífilis. O acompanhamento das gestantes e suas parcerias sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.

Como é o tratamento?

O medicamento utilizado para tratar a infecção é a penicilina benzatina, que é disponibilizada, gratuitamente, nas unidades básicas de saúde.

Sífilis e gestação

Dentre todas as doenças que podem ser transmitidas da mãe para o filho, a sífilis é a que tem as maiores taxas de transmissão. A transmissão vertical da sífilis pode alcançar taxas entre 70% e 100% em gestantes não tratadas.

São várias as consequências da sífilis materna sem tratamento como abortamento, natimortalidade, parto prematuro, morte neonatal e recém-nascido com sinais clínicos de sífilis congênita. Frequentemente, o bebê aparentemente saudável pode desenvolver sinais clínicos posteriormente como surdez neurológica e dificuldade no aprendizado.

Em 2015, estima-se que 22.400 crianças nasceram com sífilis. A sífilis congênita pode ser prevenida quando a gestante infectada por sífilis recebe o tratamento que é simples e eficaz. Em caso de teste positivo, a gestante e seu parceiro devem ser tratados o mais rápido possível.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais. Manual Técnico para Diagnóstico da Sífilis. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 52 p.

Ministério da Saúde. Sífilis. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/sifilis-2>. Acesso em: 04 de outubro de 2018.

TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.

Doenças infecto-contagiosas

Rubéola(Em breve)

A rubéola é uma doença viral que frequentemente passa despercebida. No entanto, apesar de não ser grave, a rubéola é perigosa na forma congênita.

A rubéola é uma doença viral que frequentemente passa despercebida. No entanto, apesar de não ser grave, a rubéola é perigosa na forma congênita. Neste caso, pode deixar seqüelas irreversíveis no feto como: catarata, defeitos cardíacos, retardo no crescimento, entre outras. Mulheres que pretendem engravidar devem fazer o exame para saber como está a imunidade para a rubéola.

  • Gestantes;
  • Mulheres que pretendem engravidar;
  • Pessoas que apresentam os sintomas da doença.
  • A transmissão é pela via respiratória. Acontece de uma pessoa para outra, geralmente pela emissão de gotícula das secreções respiratórias de pessoas doentes. A transmissão através do contato com objetos recém contaminados por secreções de nariz, boca e garganta é pouco frequente. A doença também pode ser transmitida da mãe para o feto (transmissão vertical), quando a mulher grávida adquire a rubéola, pois o vírus atravessa a placenta.

Quais são os sintomas da rubéola?Os principais sintomas da rubéola são:

  • Febre baixa;
  • Surgimento de gânglios linfáticos e de manchas rosadas, que se espalham primeiro pelo rosto e depois pelo resto do corpo;
  • Dores de garganta;
  • Dores de cabeça.  e de cabeça são comuns a outras infecções, dificultando seu diagnóstico.

A infecção da mãe pode resultar em aborto, anomalias congênitas e morte fetal. No caso da rubéola congênita, a surdez é o sintoma mais precoce. Outros sintomas incluem:

  • Glaucoma;
  • Catarata;
  • Malformação cardíaca;
  • Retardo no crescimento.

A vacinação é a melhor forma de prevenir a doença. Crianças devem tomar a vacina, assim como adolescentes e adultos que não foram vacinados. No entanto se você é gestante, o Ministério da Saúde recomenda não se vacinar e evitar a gravidez por, no mínimo, 30 dias após a imunização.

O que ele detecta? O exame detecta anticorpos contra o vírus. Duas classes de anticorpos são pesquisados: IgM e IgG. Os anticorpos IgM são de aparecimento precoce nas doenças infecciosas e desaparecem com o tempo. Indicam fase aguda da infecção ou a vacinação recente. Os anticorpos IgG aparecem mais tarde, mas têm curso persistente e indicam que você está imunizado para a rubéola.

Preparação pré-exame

  • Não é necessário preparação prévia.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

Importância da vacinação

A vacinação é essencial para diminuir a circulação do vírus da rubéola. Crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra a rubéola, sarampo e caxumba, sendo a primeira dose com um ano de idade e a segunda entre quatro e seis anos. Adolescentes e adultos (homens e mulheres) também precisam tomar a vacina tríplice viral ou a vacina dupla viral.

Segundo recomendações do Ministério da Saúde, gestantes não podem tomar a vacina. Mulheres em idade fértil devem evitar a gestação por 30 dias após a vacinação. No caso de infecção, é recomendado que a pessoa com rubéola fique afastada da pessoa que não contraiu a doença.

Rubéola e gestação

O vírus da rubéola apresenta elevada toxicidade para os tecidos embrionários, podendo acarretar aborto, natimortalidade e infecção da placenta, ocasionando uma infecção persistente que pode levar à rubéola congênita. Também existe a possibilidade de acometimento isolado de órgãos (não caracterizando a síndrome completa) como de síndrome de rubéola congênita ampliada (hepatite, miocardite, retardo no crescimento e óbito).

Fiocruz. Bio-Manguinhos. Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos. Rubéola: sintomas, transmissão e prevenção. Disponível em:

<https://www.bio.fiocruz.br/index.php/rubeola-sintomas-transmissao-e-prevencao>. Acesso em: 13 de agosto de 2018.

Ministério da Saúde. Rubéola. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/rubeola>. Acesso em: 13 de agosto de 2018.

Ministério da Saúde. Síndrome da Rubéola Congênita. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/sindrome-da-rubeola-congenita>. Acesso em: 13 de agosto de 2018.

Doenças infecto-contagiosas

Influenza A e B(Anti-HCV)
O exame é importante para detectar a infecção pelo vírus influenza A e B, causadores da gripe.

O exame é importante para detectar a infecção pelo vírus influenza A e B, causadores da gripe. Esses vírus ocorrem todo o ano, no entanto, são mais frequentes no outono e durante o inverno, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do país. Idosos, crianças e gestantes possuem um risco maior de desenvolverem complicações devido à influenza.

  • Pessoas que apresentam os sintomas da doença;
  • Idosos;
  • Gestantes;
  • Crianças menores de 5 anos.

O contágio ocorre de forma direta, por meio das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao tossir, espirrar ou falar. Também pode ser transmitida por meio do contato indireto, principalmente pelas mãos, após contato com superfícies contaminadas por secreções respiratórias.

  • Febre;
  • Dor de garganta;
  • Rouquidão;
  • Tosse;
  • Mal-estar;
  • Calafrios;
  • Dor muscular;
  • Rinorreia (muco nasal);
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça.

As situações de risco incluem asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), insuficiência cardíaca crônica, diabetes, por exemplo, imunodeficiência ou imunodepressão, gravidez, doença crônica renal e hemoglobinopatias.

Gestantes com quadro de influenza, no segundo ou terceiro trimestre da gravidez, estão mais propensas à internação hospitalar. Em idosos e indivíduos em situação vulnerável, as complicações mais frequentes são as pneumonias bacterianas secundárias.

A vacina é considerada uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e óbitos por gripe. Outras medidas importantes incluem:

  • Lavar as mãos com frequência utilizando água e sabão ou passando álcool 70;
  • Ao tossir, cubra a boca com a parte interna do braço.
  • Não colocar a mão na frente da boca ao tossir ou espirrar;
  • Evitar tocar os olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres;
  • Evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
  • Evitar ambientes fechados ou aglomerações;
  • Realizar a limpeza com álcool 70 e evitar o acúmulo de poeira em todos os locais;
  • Adotar hábitos saudáveis.

O que ele detecta? O exame Influenza Hilab detecta a infecção pelo vírus Influenza.

Preparação pré-exame

  • Não é necessária preparação prévia.

  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O resultado é obtido após realização do teste rápido cromatográfico de detecção qualitativa, feito no laboratório central por profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

Quais são os tipos de vírus Influenza?

Existem três tipos de vírus  da gripe circulantes no Brasil: A, B e C. O tipo C causa apenas infecções respiratórias brandas e, por esse motivo, não possui impacto na saúde pública.

O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias (A/H1N1pdm09 e A/H3N2).

A vacina protege contra quais tipos de vírus?

A vacina contra gripe ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os três tipos de vírus citados. Uma vez que o organismo leva de duas a três semanas para criar anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, é importante que a imunização seja realizada antes do início do inverno.

O que é a gripe H1N1?

A gripe H1N1, também conhecida como gripe suína ou gripe Influenza tipo A, é uma doença causada por uma mutação no vírus da gripe. Os sintomas são semelhantes aos de uma gripe comum no entanto, ela pode levar a complicações graves, podendo ser fatal. Uma vez que as crianças pequenas convivem em ambientes fechados, o vírus pode ser transmitido mais facilmente. Bebês que não são amamentados ao seio ficam mais propensos a pegar gripe. O risco de complicações da doença é maior em crianças menores.

Agência de notícias da Prefeitura de Curitiba. Curitiba. Vacina contra a gripe estará disponível para toda a população. Disponível em:

<http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/vacina-contra-a-gripe-estara-disponivel-para-toda-a-populacao/46590>. Acesso em: 20 de agosto de 2018.

Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente. IFF/Fiocruz. Gripe H1N1 – Sintomas e Prevenção Disponível em: <http://www.iff.fiocruz.br/index.php/8-noticias/239-h1n1sintomas>. Acesso em: 20 de agosto de 2018.

Ministério da Saúde. Gripe/Influenza. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/gripe>. Acesso em: 20 de agosto de 2018.


Doenças infecto-contagiosas

Anti-HBsAg

O exame é utilizado para verificar se as pessoas foram imunizadas contra o vírus da hepatite B (HBV). Geralmente, a presença do anti-HBsAg é interpretada como recuperação e imunidade ao HBV (cura da infecção).

O exame é utilizado para verificar se as pessoas foram imunizadas contra o vírus da hepatite B. Geralmente, a presença do anti-HBsAg é interpretada como recuperação e imunidade ao vírus B.

  • Pessoas que precisam confirmar a imunização pós vacinação ou pós infecção pela hepatite B.
  • Compartilhamento de material (seringas, agulhas, entre outros) para uso de drogas;
  • Compartilhamento de material para higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings;
  • Relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada;
  • Da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação (transmissão vertical);
  • Transfusão de sangue contaminado.

A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Os sintomas mais comuns costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. Esse período corresponde à fase crônica da doença. Os sintomas tendem a desaparecer espontaneamente até 6 meses após seu início. Caso o vírus persista no organismo, a doença pode evoluir para a forma crônica, que é assintomática.

Os sintomas da fase aguda incluem:

  • Cansaço;
  • Tontura;
  • Enjoo e/ou vômitos;
  • Febre;
  • Dor abdominal;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Urina escura e fezes claras.

O que ele detecta? O exame verifica se há anticorpos Anti-HBsAg circulantes no sangue suficientes para evitar a infecção pelo vírus da Hepatite B.

Preparação pré-exame

  • Se possível, jejum de 2 a 4 horas antes de realizar o exame.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

Como prevenir?

  • Tome as três doses da vacina;
  • Não compartilhe com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas e objetos cortantes);
  • Use preservativos em todas as relações sexuais;
  • Se você está grávida, faça os exames para detectar as hepatites B e C, HIV e a sífilis. Caso o resultado seja positivo, siga as recomendações médicas para que essas doenças não sejam transmitidas para o seu filho.
  • Se você é um profissional da área da saúde, utilize equipamentos de proteção individual.

Como é o tratamento?

A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. Quando a infecção tem curta duração, temos a fase aguda. A forma aguda pode causar ou não sintomas e é definida pelos seis primeiros meses de infecção. Após esse período, se houver a persistência do vírus no organismo, ocorre a forma crônica, geralmente assintomática.

Em caso de hepatite aguda, em geral, o tratamento inclui o acompanhamento ambulatorial, repouso relativo, dieta conforme aceitação (normalmente de fácil ingestão), abstinência de consumo alcoólico por ao menos seis meses e uso de medicamentos para vômitos e febre, se necessário. Em caso de hepatite crônica (persistência de HBsAg no sangue por mais de seis meses), o tratamento é mais complexo e deverá ser realizado em um ambulatório especializado.

Hepatites e gestação

Segundo estudos, até 90% dos recém-nascidos infectados por via vertical evoluem para a hepatite crônica, podendo desenvolver complicações como cirrose e carcinoma hepatocelular, além de serem fontes de contágio para seus familiares. Toda gestante deve realizar exames para detectar as hepatites.

Quantos casos existem no Brasil?

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 800 mil brasileiros possuem o vírus da hepatite B, sendo que 70% destes são assintomáticos e 5% a 10% das pessoas desenvolvem a forma crônica da hepatite B.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de aconselhamento em hepatites virais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2005. 52 p.

Blog da Saúde. Ministério da Saúde. PR – Saúde alerta para cuidados com as hepatites virais. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/index.php/geral/52799-pr-saude-alerta-para-cuidados-com-as-hepatites-virais>. Acesso em: 10 de agosto de 2018.


Doenças infecto-contagiosas

Dengue
O exame é utilizado para auxiliar no diagnóstico de infecção aguda ou prévia por dengue.

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Esse vírus causa uma doença febril aguda e, na maioria dos casos, os sintomas são leves. No entanto, uma pequena parcela das infecções evolui para a forma grave da doença, que pode levar à morte.

O exame pode ser utilizado tanto para auxiliar no diagnóstico de infecção aguda ou prévia por dengue, quanto para avaliar a indicação de vacina, uma vez que a imunização é indicada somente para indivíduos que já foram infectados pelo vírus e, desta forma, apresentam sorologia positiva para a doença.

Indivíduos que tomam a vacina sem ter tido contato prévio com o vírus da dengue têm um risco maior de desenvolver a forma grave da doença.

  • Pessoas que apresentam sintomas de dengue;
  • Avaliação de indicação da vacina contra a dengue (somente aqueles que já foram identificados previamente com a doença, pelo IgG positivo, podem receber a vacina).

A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Existem registros de transmissão vertical (da gestante para o bebê) e por transfusão sanguínea, no entanto são raras. A dengue não é transmissível de pessoa a pessoa.

A infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou causar doença grave, levando à morte. Se você viajou para áreas epidêmicas/ endêmicas de dengue, até duas semanas antes do início dos sintomas, lembre-se de avisar o médico e o farmacêutico.

Geralmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39º a 40ºC), de início repentino, acompanhada de:

  • Dores de cabeça;
  • Febre;
  • Vômitos;
  • Dor nas costas;
  • Petéquia (pequenos pontos vermelhos no corpo);
  • Fraqueza;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Erupção e coceira na pele;
  • Perda de peso.

Os sintomas iniciais da forma grave da doença são semelhantes aos da dengue sem sinais de alarme, no entanto, evoluem rapidamente  e incluem:

  • Dor abdominal intensa e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • Hipotensão postural e/ou lipotimia (sensação de desmaio);
  • Aumento do tamanho do fígado (Hepatomegalia – maior do que 2 cm abaixo do rebordo costal);
  • Sangramento de mucosa;
  • Letargia e/ou irritabilidade;
  • Aumento progressivo do hematócrito.

A melhor forma de prevenir a doença é acabar com o mosquito transmissor, mantendo o domicílio sempre limpo e eliminando os possíveis criadouros, para isso:

  • Não deixe água parada em pneus e vasos de plantas, por exemplo;
  • Mantenha o lixo sempre bem fechado;
  • Não deixe calhas entupidas;
  • Utilize roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia proporcionam proteção às picadas;
  • Mantenha as caixas d’água vedadas e utilize telas nas janelas;
  • Repelentes e inseticidas também podem ser usados de acordo com as instruções do rótulo.

O que ele detecta? O exame detecta anticorpos IgM e IgG. Os anticorpos IgM ficam positivos a partir do quinto dia de infecção e indicam contato primário com a dengue, estando presentes até 10 dias após o contato com a doença. Os anticorpos IgG indicam infecção passada, vacinação prévia ou contato secundário, estando presentes no sangue por todo o resto da vida após a primeira infecção.

Preparação pré-exame

  • Não é necessário jejum.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento (Carteiras dos órgãos fiscalizadores de exercício profissional (Ex: Carteira do CRF); Carteira de Identidade (RG); Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); Carteira de reservista/Certificado de dispensa; Carteira estudantil; Carteira de identidade de outros países; Registro Nacional de Estrangeiros (RNE); Certidão de nascimento; Certificado militar; Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Passaporte).

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, obtida de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao Laboratório Central, para profissionais de saúde capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo Hilab.

A dengue é uma doença causada por um vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo o Ministério da Saúde, a dengue é a doença viral que mais se espalha pelo mundo. A dengue possui quatro sorotipos (DENV 1, 2, 3 e 4), sendo que todos circulam no Brasil. A infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele. No entanto, uma segunda infecção – por um outro sorotipo – é um fator de risco para o desenvolvimento da forma grave da doença.

Existe apenas uma vacina contra dengue registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  A vacina é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos de idade.

No caso da dengue sem sinais de alarme, o tratamento é sintomático e pode ser feito no domicílio. A pessoa deve retornar ao serviço de saúde após 48 a 72 horas do início dos sintomas. É indicado hidratação oral e aumentar a ingestão de água, sucos e soros caseiros. Medicamentos com ou derivados do ácido acetilsalicílico e antiinflamatórios não hormonais não devem ser utilizados, pois aumentam o risco de hemorragias. Em caso de febre hemorrágica, os pacientes devem ser cuidadosamente observados para a identificação dos primeiros sinais de choque.

Brasil. Ministério da Saúde. Dengue: causas, sintomas, tratamento e prevenção. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/dengue>. Acesso em: 03 de janeiro de 2019.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Diretoria Técnica de Gestão. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Diretoria Técnica de Gestão. – 4. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 80 p.

Doenças infecto-contagiosas

HBsAg
O exame é importante para detectar a presença de infecção pelo HBV, ainda mais considerando que grande parte das pessoas não desenvolve sintomas e, portanto, desconhece ter a doença.

A hepatite é uma inflamação no fígado. É uma infecção viral sexualmente transmissível, causada pelo vírus da hepatite B (conhecido como HBV).

Em pessoas adultas infectadas com o vírus, 90 a 95% se curam e 5 a 10% permanecem com o HVB por mais de 6 meses, evoluindo para a forma crônica da doença.

O exame é importante para detectar a presença de infecção pelo HBV, ainda mais considerando que grande parte das pessoas não desenvolve sintomas e, portanto, desconhece ter a doença.

  • Qualquer pessoa que nunca tenha realizado o teste;
  • Qualquer pessoa com vida sexual ativa;
  • Gestantes;
  • Casais que desejam ter filhos;
  • Homens que fazem sexo com outros homens (HSH);
  • Pessoas infectadas pelo HIV;
  • Indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993;
  • Pessoas que realizaram procedimento odontológicos, de manicure ou pedicure em locais que não obedecem às normas de biossegurança.
  • Compartilhamento de material (seringas, agulhas, entre outros) para uso de drogas;
  • Compartilhamento de material para higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings;
  • Relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada;
  • Da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação (transmissão vertical);
  • Transfusão de sangue contaminado.

A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Os sintomas mais comuns costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. Esse período corresponde à fase crônica da doença. Os sintomas tendem a desaparecer espontaneamente até 6 meses após seu início. Caso o vírus persista no organismo, a doença pode evoluir para a forma crônica, que é assintomática.

Os sintomas da fase aguda incluem:

  • Cansaço;
  • Tontura;
  • Enjoo e/ou vômitos;
  • Febre;
  • Dor abdominal;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Urina escura e fezes claras.

O que ele detecta? O exame detecta o HBsAg, que é o primeiro marcador da infecção por HBV e aparece de uma a três semanas antes dos sintomas.

Preparação pré-exame

  • Se possível, jejum de 2 a 4 horas antes de realizar o exame.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

Como prevenir?

  • Tome as três doses da vacina;
  • Não compartilhe com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas e objetos cortantes);
  • Use preservativos em todas as relações sexuais;
  • Se você está grávida, faça os exames para detectar as hepatites B e C, HIV e a sífilis. Caso o resultado seja positivo, siga as recomendações médicas para que essas doenças não sejam transmitidas para o seu filho.
  • Se você é um profissional da área da saúde, utilize equipamentos de proteção individual.

Como é o tratamento?

A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. Quando a infecção tem curta duração, temos a fase aguda. A forma aguda pode causar ou não sintomas e é definida pelos seis primeiros meses de infecção. Após esse período, se houver a persistência do vírus no organismo, ocorre a forma crônica, geralmente assintomática.

Em caso de hepatite aguda, em geral, o tratamento inclui o acompanhamento ambulatorial, repouso relativo, dieta conforme aceitação (normalmente de fácil ingestão), abstinência de consumo alcoólico por ao menos seis meses e uso de medicamentos para vômitos e febre, se necessário. Em caso de hepatite crônica (persistência de HBsAg no sangue por mais de seis meses), o tratamento é mais complexo e deverá ser realizado em um ambulatório especializado.

Hepatites e gestação

Segundo estudos, até 90% dos recém-nascidos infectados por via vertical evoluem para a hepatite crônica, podendo desenvolver complicações como cirrose e carcinoma hepatocelular, além de serem fontes de contágio para seus familiares. Toda gestante deve realizar exames para detectar as hepatites.

Quantos casos existem no Brasil?

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 800 mil brasileiros possuem o vírus da hepatite B, sendo que 70% destes são assintomáticos e 5% a 10% das pessoas desenvolvem a forma crônica da hepatite B.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de aconselhamento em hepatites virais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2005. 52 p.

Blog da Saúde. Ministério da Saúde. PR – Saúde alerta para cuidados com as hepatites virais. Disponível em: <http://www.blog.saude.gov.br/index.php/geral/52799-pr-saude-alerta-para-cuidados-com-as-hepatites-virais>. Acesso em: 10 de agosto de 2018.

Doenças infecto-contagiosas

Hepatite C (Anti-HCV)
A hepatite C é uma inflamação no fígado. Quando a infecção pelo vírus persiste por mais de seis meses, o que é comum em 80% dos casos, ela progride para a forma crônica.

A hepatite C é uma inflamação no fígado. Quando a infecção pelo vírus persiste por mais de seis meses, o que é comum em 80% dos casos, ela progride para a forma crônica. Cerca de 20% dos pacientes crônicos desenvolvem cirrose hepática ou câncer de fígado. Os óbitos por hepatite C são a maior causa de morte entre as hepatites virais.

Como a maioria dos casos não são diagnosticados, realizar o exame é fundamental. O diagnóstico precoce da hepatite amplia a eficácia do tratamento.

  • Qualquer pessoa que nunca tenha realizado o teste;
  • Gestantes;
  • Casais que desejam ter filhos;
  • Homens que fazem sexo com outros homens (HSH);
  • Pessoas infectadas pelo HIV;
  • Indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993;
  • Pessoas que realizaram procedimento odontológicos, de manicure ou pedicure em locais que não obedecem às normas de biossegurança.
  • Compartilhamento de material (seringas, agulhas, entre outros) para uso de drogas;
  • Compartilhamento de material para higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings;
  • Transfusão de sangue contaminado (atualmente o risco de contaminação baixo);
  • Da mãe infectada para o filho durante a gravidez (mais rara);
  • Sexo sem camisinha com uma pessoa infectada (mais rara).

O surgimento de sintomas é muito raro. Caso ocorra, os sintomas incluem:

  • Falta de apetite;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Febre baixa;
  • Dor de cabeça;
  • Mal estar;
  • Cansaço;
  • Dores no corpo;
  • Dor abdominal.

O que ele detecta? O exame detecta anticorpos contra o agente causador da hepatite C.  O teste Imunológico anti-HCV Hilab é um teste de triagem, não sendo a metodologia definitiva para análise.

Preparação pré-exame

  • Não é necessário preparação prévia.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

Como prevenir?

Embora não exista vacina contra a hepatite C, a prevenção é muito fácil:

  • Não compartilhe com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas e objetos cortantes);
  • Use preservativos;
  • Se você está grávida, faça os exames para detectar as hepatites B e C, a aids e a sífilis. Caso o resultado seja positivo, siga as recomendações médicas para que essas doenças não sejam transmitidas para o seu filho.

Como é o tratamento?

O tratamento da hepatite C depende do tipo do vírus e do comprometimento do fígado. Por isso, é necessário realizar um exame de triagem e, caso o resultado seja positivo, procurar um centro de saúde para realizar exames específicos, como biópsia do fígado nos pacientes sem evidências clínicas de cirrose e exames de biologia molecular.

Existem centros de assistência do Sistema Único de Saúde que disponibilizam tratamento para a hepatite C em todos os estados do país.

Hepatites e gestação

Segundo estudos, até 90% dos recém-nascidos infectados por via vertical evoluem para a hepatite crônica, podendo desenvolver complicações como cirrose e carcinoma hepatocelular, além de serem fontes de contágio para seus familiares. Toda gestante deve realizar exames para detectar as hepatites.

Quantos casos existem no Brasil?

Segundo o Ministério da Saúde, grande parte dos portadores de hepatite C não sabem que estão infectados, e poucos sabem como ocorreu a transmissão ou que existe tratamento para a doença. No Brasil, cerca de 10 mil casos são notificados a cada ano. Em todo o mundo, mais de 71 milhões de pessoas estão infectadas (700 mil delas no Brasil). Cerca de 400 mil pessoas morrem em decorrência da doença em todo planeta.

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-sao-hepatites/hepatite-c>. Acesso em: 10 de agosto de 2018.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Como o Brasil almeja eliminar até 2030 a hepatite C, que causa 400 mil mortes ao ano no mundo.

Disponível em: <http://www4.planalto.gov.br/ods/noticias/como-o-brasil-almeja-eliminar-ate-2030-a-hepatite-c-que-causa-400-mil-mortes-ao-ano-no-mundo>. Acesso em: 10 de agosto de 2018.

TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2005.

Doenças infecto-contagiosas

HIV(Anti-HCV)
O exame é importante para detectar a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida, conhecido como HIV. A detecção precoce é essencial para que o tratamento seja iniciado o quanto antes.

O exame é importante para detectar a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida, conhecido como HIV. A detecção precoce da infecção é essencial para que o tratamento seja iniciado o quanto antes.

O tratamento melhora a qualidade de vida das pessoas que apresentam o vírus, além contribuir para a diminuição das chances de transmissão e evitar o desenvolvimento da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS – do inglês).

Importante ressaltar que HIV e AIDS não são a mesma coisa. A AIDS denota somente o estágio final da infecção.

  • Todos com vida sexual ativa;
  • Gestantes durante o pré-natal;
  • Populações-chave*;
  • Parcerias de pessoas vivendo com HIV/aids;
  • Pessoa que sofreu um acidentes biológicos ocupacional;
  • Gestantes que não tenham sido testadas durante o pré-natal ou cuja idade gestacional não assegure o recebimento do resultado do teste antes do parto;
  • Parturientes e puérperas que não tenham sido testadas no pré-natal ou quando não se conhece o resultado do teste no momento do parto;
  • Em casos de abortamento espontâneo, independentemente da idade gestacional;
  • Pessoas em situação de violência sexual, para fins de profilaxia da infecção pelo HIV;
  • Pacientes com diagnóstico de tuberculose;
  • Pacientes com diagnóstico de hepatites virais;

*Gays, homens que fazem sexo com homens – HSH, pessoas trans (travestis e transexuais): mulheres trans, homens trans e travestis,  profissionais do sexo, usuários de drogas, população privada de liberdade.

  • As vias de transmissão incluem o contato sexual sem proteção, o leite materno, agulhas contaminadas com sangue, via transplacentária e transfusão de sangue. O HIV não é transmitido por contato casual como abraços ou utensílios domésticos compartilhados. O beijo também não é um transmissor conhecido do vírus.

Clinicamente, a infecção pelo HIV é dividida em três fases: aguda, assintomática e de latência clínica e AIDS.

  • Fase aguda

A fase aguda corresponde às primeiras semanas de infecção. Nessa fase, a pessoa pode não apresentar sintomas ou ter poucos sintomas como febre, dor de garganta, dor de cabeça, dor ocular, dentre outros. Como esse sintomas são semelhantes aos de uma gripe, muitas vezes passam despercebidos. Passado esse período que dura, em média, 3 a 4 semanas, inicia-se a próxima fase, denominada fase assintomática ou de latência clínica.

  • Fase assintomática ou de latência clínica

Nessa fase, embora o HIV esteja se replicando no organismo, geralmente não há o desenvolvimento de manifestações clínicas. A duração dessa fase pode variar de pessoa para pessoa, no entanto, a duração média é de 8 a 10 anos. Nesse período de latência, o risco de propagação da infecção aumenta quando o portador do HIV desconhece a infecção.

  • Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS)

Nessa fase, a pessoa fica doente devido ao comprometimento do sistema imunológico e os pacientes ficam mais propensos a desenvolver infecções oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Desta forma, os sintomas variam de acordo com o agente causador da dessa infecção. Geralmente, os sintomas incluem perda de peso, cansaço incomum, sudorese noturna, falta de apetite, diarreia, ressecamento da pele, queda de cabelo, entre outros.  A pessoa que atinge esse estágio pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

Preparação pré-exame

  • Não é necessário preparação prévia.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

HIV e AIDS são a mesma coisa?

Uma pessoa, após ter sido infectada pelo vírus HIV, pode permanecer muitos anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Nesse caso, dizemos que a pessoa é portadora do HIV ou está vivendo com HIV (PVHIV).A AIDS é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV e surge quando a pessoa apresenta os sintomas decorrentes da presença do vírus no organismo.

Quantos casos existem no Brasil?

Segundo o Ministério da Saúde, existem no Brasil 827.000 pessoas vivendo com HIV, sendo que 715.000 possuem diagnóstico. Desta forma, 112.000 pessoas no Brasil possuem HIV, mas ainda não sabem.

HIV e gestação

O HIV pode ser transmitido da mãe para o filho (transmissão vertical). Por esse motivo, todas as gestantes e suas parcerias sexuais devem realizar o exame. A transmissão do HIV por via intra-útero é maior no 3º trimestre da gestação. Desta forma, toda gestante deve estar em tratamento nesse período. A realização de procedimentos invasivos durante a gestação, tais como amniocentese e cordocentese podem acarretar maior risco de transmissão vertical, devido à lesão placentária. Durante o trabalho de parto, a contração do útero leva ao maior contato do feto com o sangue da mãe. Desta forma, a maior duração do trabalho de parto está associada a um maior risco de transmissão vertical do HIV.

A transmissão do HIV também pode ocorrer durante a amamentação, por meio do leite materno. Desta forma, a mãe que possui o vírus não deve amamentar a criança. Essas gestantes são orientadas a suspender a amamentação e fazer uso de medicamentos inibidores da lactação, substituindo o leite materno por leite artificial ou humano processado em bancos de leite. No Brasil, a gestante tem o  direito de receber fórmula láctea infantil, pelo menos até o seu filho completar 6 meses de idade.

O que é janela imunológica?

O período entre a aquisição do vírus e a capacidade de um teste em detectar o HIV é chamado de janela imunológica. Esse período varia de acordo com o teste realizado. O teste HIV-hilab possui uma janela imunológica de 30 dias. Desta forma, caso tenha ocorrido alguma exposição de risco (sexo sem proteção, por exemplo) durante a janela imunológica, é necessário realizar o teste novamente após esse período bem como continuar com as medidas de prevenção para evitar o contágio com o HIV.

Ministério da Saúde. Aconselhamento em DST/HIV/Aids para a Atenção Básica. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_simplificado.pdf>. Acesso em: 26 de junho de 2018.

Ministério da Saúde. Manual Técnico Para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV. 3 ed. Brasília/ DF, 2016.

Hormônios

TSH
O exame é importante na detecção do hipotireoidismo, uma das mais comuns doenças endócrinas.

O exame é importante para detectar o hipotireoidismo que é uma das doenças endócrinas mais comuns. Quando não tratada, a doença pode levar à redução do desempenho físico e mental do adulto, além de elevar os níveis de colesterol no sangue, o que contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O hipotiroidismo é mais frequente em mulheres acima de 35 anos e em pessoas com mais de 60 anos de idade, no entanto, pode acometer qualquer pessoa, independente da idade ou gênero. Para realizar o exame as seguintes situações devem ser consideradas:

  • Mulheres acima de 35 anos;
  • Indivíduos com tratamento radioativo prévio para a tireoide (iodo radioativo ou radioterapia externa);
  • Cirurgia na tireoide;
  • Disfunção tireoidiana prévia;
  • Diabetes mellitus tipo 1;
  • História pessoal de doença autoimune;
  • História familiar de doença tiroidiana;
  • Pessoas com síndrome de Down;
  • Pessoas com sintomas clínicos de hipotireoidismo, presença de bócio;
  • Hiperprolactinemia (excesso na produção do hormônio prolactina);
  • Pessoas que apresentam os níveis de colesterol alterados;
  • Uso de certas drogas como lítio, amiodarona e interferon alfa.

*O Teste Rápido para Hipotireoidismo Hilab é uma triagem de hipotireoidismo primário em população adulta e em adolescentes maiores de 12 anos. Não deve ser realizado por gestantes ou recém-nascidos. Também não pode ser utilizado para acompanhamento da farmacoterapia.

Como causas do hipotireoidismo, pode-se citar:

  • idade acima de 60 anos;
  • doença tireoidiana primária ou secundária;
  • doença da hipófise;
  • tireoidite autoimune;
  • tratamento com iodo radioativo (após cirurgia de câncer de tireoide);
  • radioterapia no pescoço;
  • ressecção parcial ou total da tireoide;
  • uso de determinados medicamentos.

Algumas crianças podem nascer hipotireoidismo porque não possuem a tireoide ou porque ela não funciona bem. O Teste do Pezinho, realizado em recém-nascidos gratuitamente pelo SUS, é capaz de diagnosticá-la.

  • Depressão;
  • Desânimo;
  • Desaceleração dos batimentos cardíacos;
  • Intestino preso;
  • Menstruação irregular;
  • Falhas de memória;
  • Cansaço excessivo;
  • Dores musculares;
  • Pele seca;
  • Queda de cabelo;
  • Ganho de peso
  • Aumento de colesterol no sangue.

Preparação pré-exame

  • Não é necessário jejum.
  • Alguns medicamentos como lítio (utilizado para o tratamento de transtorno do humor,  como transtorno bipolar e depressão), amiodarona (antiarrítmico) e interferon alfa (utilizado para o tratamento de várias doenças incluindo as hepatites B e C crônicas) alteram a função da tireóide. Verifique se você faz uso de algum desses medicamentos antes de realizar o exame e, caso faça, informe o responsável pelo exame.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto (carteira de trabalho, identidade, registro no conselho regional da categoria profissional, carteira de motorista ou passaporte).

Como o exame TSH Hilab funciona?

O exame do TSH é feito de maneira rápida e segura. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O teste Hilab faz a detecção semiquantitativa do TSH no sangue total.

Duração do teste: em média 20 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

O que é o TSH?

hormônio estimulador da tireoide (TSH) é produzido pela hipófise anterior (localizada no cérebro), que ativa as células produtoras de tiroxina (T4) da tireoide.  A tireoide é uma glândula que se localiza no pescoço envolvendo a porção frontal da traquéia. Ela  regula a função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins.

A tiroxina é produzida e estocada em estruturas arredondadas denominadas folículos. Esses folículos produzem tanto a tiroxina, denominada T4,  (porque possui quatro átomos de iodo) quanto uma versão da tiroxina chamada T3(porque possui 3 átomos de iodo).

A tiroxina é muito importante para o metabolismo celular e eleva a taxa metabólica da maior parte das células e dos tecidos. Esse hormônio é crucial durante o desenvolvimento e crescimento. A insuficiência de tiroxina em fetos humanos ou durante a infância leva ao retardo mental.

Quando há disfunção da glândula tireoide, essa glândula cresce, causando uma saliência na frente e no lado do pescoço. O bócio ocorre tanto pelo excesso de tiroxina (hipertireoidismo) quanto pela deficiência de tiroxina (hipotireoidismo). O bócio presente em situações de hipotireoidismo ocorre quando não existe tiroxina circulante suficiente para inibir a produção de TSH. No caso do hipertireoidismo, o bócio resulta de uma falha na inibição das células foliculares mesmo quando os níveis de tiroxina no sangue são altos.

Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde. Hipotireoidismo. Disponível em:

<http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2197-hipotireoidismo>.

Fármacos de amplo uso na prática clínica que interagem com os hormônios tireoidianos. Disponível em: <http://files.bvs.br/upload/S/1679-1010/2014/v12n4/a4381.pdf>.

SADAVA, D.; HELLER, H. G.; ORIANS, G. H.; PURVES, W. K.; PURVES, W. K.; HILLIS, D. M.   Vida – A Ciência da Biologia. Volume III: Plantas e Animais. 8ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

Hormônios

Vitamina D

Este teste permite medir a quantidade de vitamina D no organismo, cuja função principal é a absorção intestinal de cálcio.

A vitamina D é sintetizada na pele a partir da exposição à luz solar. Embora receba o nome de vitamina, ela é, na realidade, um pré-hormônio.

Essa vitamina é muito importante para o organismo, pois aumenta os níveis de cálcio no sangue, promovendo a deposição óssea.

A deficiência de vitamina D (hipovitaminose D) pode levar ao desenvolvimento de muitas doenças. Em crianças, leva ao retardo do crescimento e ao raquitismo e em adultos, favorece a perda da matriz óssea, o que contribui para elevar o risco de quedas e fraturas.

  • Pessoas com osteoporose: A doença deixa os ossos fracos.  A deficiência de vitamina D pode exacerbar a perda óssea.
  • Pessoas com doenças do sistema digestório como doença inflamatória intestinal, doença celíaca, doença renal e pancreatite.
  • Pessoas com quadro de raquitismo ou osteomalácia;
  • Idosos com história de quedas e fraturas;
  • Obesos;
  • Pessoas que passaram por cirurgia bariátrica;
  • Grávidas e lactentes,
  • Pessoas com hiperparatiroidismo;
  • Pessoas que fazem uso de medicações que interfiram no metabolismo da vitamina D (anticonvulsivantes, glicocorticoides, antifúngicos, antirretrovirais, colestiramina, orlistat);
  • Doenças granulomatosas e linfomas.
  • Pessoas com provável intoxicação por vitamina D.
  • Fadiga a cansaço;
  • Dor nos ossos e nas costas;
  • Infecções frequentes;
  • Depressão;
  • Dificuldades de cicatrização;
  • Queda de cabelo;
  • Perda óssea;
  • Dor muscular.

O que ele detecta? O Teste Rápido Vitamina D é um imunoensaio cromatográfico rápido para detecção quantitativa de Vitamina D em sangue total. Esse ensaio providencia um diagnóstico preliminar e pode ser usado para triagem de deficiência de Vitamina D.

Preparação pré-exame: não é necessário jejum. Para realizar o exame é necessário levar um documento oficial com foto (carteira de trabalho, identidade, registro no Conselho Regional da categoria profissional, carteira de motorista ou passaporte).

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

O que é a vitamina D?

Embora seja denominada uma vitamina, trata-se de um pré-hormônio, uma vez que o organismo pode sintetizá-la. A vitamina D pode ser encontrada sob as formas de ergocalciferol ou vitamina D2 e de colecalciferol ou vitamina D3.

Durante a exposição ao sol, os raios ultravioletas penetram na epiderme e originam o pré-colecalciferol. Esse intermediário é convertido em vitamina D. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) atualmente existe uma elevada prevalência de deficiência de vitamina D que pode atingir mais de 90% dos indivíduos em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil.

Quais são as principais fontes de vitamina D?

A principal fonte de “vitamina” D é o próprio organismo, uma vez que ela é produzida pelas células da pele. A vitamina D também pode ser obtida a partir de alimentos como peixes gordurosos (salmão e atum) e óleo de fígado de bacalhau, no entanto, as fontes alimentares de vitamina D não conseguem suprir as necessidade dessa vitamina.

O que fazer em caso de deficiência de vitamina D?

O Ministério da Saúde recomenda a exposição solar de 15 a 20 minutos, pelo menos três vezes durante a semana, sem protetor solar, até às 10h da manhã ou após às 16h da tarde. Também é importante consumir alimentos como fígado e peixes.

Vitamina D. Disponível em:

<http://www.blog.saude.gov.br/index.php/570-destaques/34330-vitamina-d>. Acesso em: 17 de agosto de 2018.

MAEDA, Sergio Setsuo et al . Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Arq Bras Endocrinol Metab,  São Paulo ,  v. 58, n. 5, p. 411-433,  July 2014.

Bioquímica

Dímero D
A determinação do dímero D no sangue auxilia no diagnóstico da trombose venosa profunda.

O exame é utilizado como auxiliar no diagnóstico médico ou para afastar a hipótese de doenças como o tromboembolismo pulmonar (TEP) e trombose venosa profunda (TVP). Após realizar o exame, é importante consultar seu médico pois ele poderá avaliar os sinais e sintomas indicando o melhor tratamento ou conduta. O dímero-D não deve ser o único exame realizado para diagnosticar uma doença ou quadro.

Existem fatores de risco associados aos distúrbios tromboembólicos*, que elevam o dímero-D:

  • Idade acima de 50 anos;
  • Traumatismos e imobilização prolongada;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Presença de varizes;
  • História de trombose;
  • Infecção e doenças graves;
  • Gravidez e pós-parto.

*Grupo de doenças caracterizadas pela obstrução de artérias ou veias por coágulos formados localmente ou por trombos que são liberados na circulação.

Preparação pré-exame

  • Não é necessário jejum.
  • Se você fez uso de algum medicamento nos últimos 7 dias, informe o seu médico.
  • Nas três horas que antecedem o exame, é recomendado não fazer exercícios físicos.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

O que é o tromboembolismo pulmonar?

O tromboembolismo pulmonar, também conhecido como embolia pulmonar, consiste no bloqueio da circulação arterial pulmonar pela instalação de coágulos nos vasos sanguíneos. É uma doença comum e potencialmente fatal, tendo uma mortalidade de aproximadamente 30%.

O que é trombose venosa profunda?

A Trombose Venosa Profunda (TVP) conhecida também como flebite, é uma doença causada pela coagulação do sangue no interior das veias. As veias mais comumente acometidas são as dos membros inferiores. Os sintomas mais comuns incluem inchaço e dor.

É uma doença mais freqüente em pessoas que fazem uso de anticoncepcionais, tabagistas, obesos, pessoas que apresentam varizes, pacientes com insuficiência cardíaca ou com história prévia de trombose venosa. A doença também é frequente em pessoas que permanecem sentadas por muitas horas sem mover as pernas, o que ocorre em longas viagens, por exemplo.

Na fase aguda, a TVP pode ser extremamente grave, causando embolias pulmonares muitas vezes fatais.

O que fazer para evitar estas doenças?

  • Não fumar;
  • Ter uma alimentação saudável;
  • Praticar atividades físicas;
  • Usar meias elásticas quando indicadas;
  • Seguir o tratamento indicado pelo médico.

Alvares, F., Pádua, A., & Terra Filho, J. (2003). Tromboembolismo pulmonar: diagnóstico e tratamento. Medicina (Ribeirão Preto. Online), 36(2/4), 214-240.

Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Trombose Venosa Profunda. Disponível em: <http://www.sbacv.com.br/artigos/medicos/trombose-venosa-profunda>. Acesso em: 10 de outubro de 2018.

Bioquímica

Glicemia
O teste é importante para avaliar a concentração de glicose (açúcar) no sangue.

O teste é importante para avaliar a concentração de glicose (açúcar) no sangue. Por isso, pode ser utilizado para auxiliar no diagnóstico do diabetes.
Pacientes já diagnosticados com a doença podem fazer o exame para acompanhar o tratamento.

O diabetes é uma doença crônica não transmissível (DCNT), na qual o corpo não consegue produzir insulina (hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue) ou não consegue empregá-la de forma adequada. Por esse motivo, o nível de glicose no sangue de pessoas diabéticas fica alto (hiperglicemia). Quando esse quadro permanece por longos períodos, podem ocorrer danos em órgãos, nos vasos sanguíneos e nervos.

Diabéticos (para avaliar o controle glicêmico);
Pessoas com idade igual ou superior a 45 anos;
Pacientes com pré-diabetes;
Mulheres que foram diagnosticadas com diabetes gestacional;
Pessoas que estão acima do peso (IMC >= 25) e obesos que possuem um ou mais dos seguintes fatores de risco: história familiar de DM (parente de primeiro grau); raça/etnia de alto risco para DM (negros, hispânicos ou índios Pima); história de doença cardiovascular; hipertensão arterial; HDL-c < 35 mg/dL e/ou triglicérides > 250 mg/dL; síndrome de ovários policísticos; sedentarismo; outra condição clínica associada com a resistência à insulina (obesidade severa, acantose nigricans).

Diabetes mellitus tipo 1 (DM1): é uma doença autoimune, decorrente da destruição de células do pâncreas que produzem insulina. Ocorre em aproximadamente 5 a 10% dos diabéticos. Segundo a International Diabetes Federation, cerca de 30 mil brasileiros são portadores de DM1. Geralmente esse tipo de diabetes aparece na infância ou adolescência, no entanto também pode ser diagnosticado em adultos. O DM1 é tratado com insulina, medicamentos e atividade física.

Diabetes mellitus tipo 2 (DM2): resulta da resistência à insulina e da deficiência na secreção. É multifatorial e envolve os componentes genético e ambiental. Corresponde a 90 a 95% de todos os casos de diabetes mellitus.
Diabetes gestacional: é diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto.

Diabetes Mellitus tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome freqüente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.

Diabetes Mellitus tipo 2: infecções freqüentes; alteração visual (visão embaçada); dificuldade na cicatrização de feridas; formigamento nos pés; furúnculos. É uma doença que está relacionada à obesidade e ao estilo de vida.

Pacientes com história familiar de diabetes mellitus devem manter hábitos saudáveis como não fumar, manter o peso normal, controlar a pressão arterial e praticar atividade física regularmente.

Pacientes com DM devem manter uma alimentação saudável, realizar o exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões, utilizar os medicamentos prescritos e manter um bom controle da glicemia.

Preparação pré-exame

  • Para fazer este exame, é necessário jejum de 12 horas.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento oficial (Carteiras dos órgãos fiscalizadores de exercício profissional (Ex: Carteira do CRF); Carteira de Identidade (RG); Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); Carteira de reservista/Certificado de dispensa; Carteira estudantil; Carteira de identidade de outros países; Registro Nacional de Estrangeiros (RNE); Certidão de nascimento; Certificado militar; Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Passaporte).

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico e é enviado ao Laboratório Central, para profissionais capacitados.

Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde. Diabetes. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2052-diabetes>. Acesso em: 01 de outubro de 2018.

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2017-2018 / Organização José Egídio Paulo de Oliveira, Renan Magalhães Montenegro Junior, Sérgio Vencio. São Paulo: Editora Clannad, 2017.

Sociedade Brasileira de Diabetes. Tipos de diabetes. Disponível em: <https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/tipos-de-diabetes>. Acesso em: 01 de novembro de 2018.

Bioquímica

Perfil lipídico
Esse exame deve ser realizado para avaliar se os níveis de lipídios (gorduras) no sangue estão elevados (dislipidemia).

Esse exame deve ser realizado para avaliar se os níveis de lipídios (gorduras) no sangue estão elevados (dislipidemia).

A dislipidemia constitui um dos fatores para a ocorrência de doenças cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e aterosclerose), que  possuem como alvo o coração e vasos sanguíneos. Essas doenças são a principal causa de morte em todo o mundo.

  • 9 – 19 anos: o exame deve ser realizado uma única vez, para rastreamento da hipercolesterolemia familiar.
  • 20 – 39 anos*: a cada 3 a 5 anos, para avaliar o risco cardiovascular.
  • Acima de 40 anos: a cada 5 anos (3 anos se tiver fator de risco), para avaliar o risco cardiovascular.
  • Pessoas que possuem algum fator de risco cardiovascular como diabetes, obesidade (qualquer grau), devem realizá-lo com mais frequência, conforme indicado pelo médico.

*Com fatores de risco.

O aumento no nível de colesterol no sangue costuma não ter sintomas. Em casos excepcionais, podem aparecer os xantomas, que são sinais decorrentes do acúmulo do colesterol na pele. Quando o nível de colesterol é muito alto, pode haver um aumento no fígado e no baço (hepatoesplenomegalia).

  • História familiar de Doença Arterial Coronariana;
  • Homem com mais de 45 anos e mulher com mais 55 anos;
  • Tabagismo;
  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes;
  • Obesidade (IMC > 30 kg/m²);
  • Gordura abdominal;
  • Sedentarismo;
  • Dieta pobre em frutas e vegetais;
  • Estresse.
  • Praticar atividade física: Leva à redução dos triglicerídeos e aumenta o HDL, o “colesterol bom”.
  • Abandonar o cigarro: o hábito de fumar está relacionado à queda das taxas de HDL (“colesterol bom”) e aumento do VLDL.
  • Evitar o consumo de álcool: o consumo excessivo de álcool é um fator de risco para acidente vascular cerebral, fibrilação atrial e insuficiência cardíaca.
  • Adotar uma dieta equilibrada: o consumo de grandes quantidades de gordura saturada (encontrada em alimentos de origem animal) está relacionado ao aumento das taxas de colesterol total e LDL.
  • Controlar o peso: a obesidade e o sobrepeso estão relacionados à alterações no perfil lipídico.
  • Tratamento farmacológico: os medicamentos são geralmente prescritos quando o tratamento não medicamentoso (adoção de hábitos saudáveis) não surte o efeito desejado ou quando não é possível aguardar seus efeitos.

* As taxas de colesterol também aumentam com a idade nos dois sexos. A redução do estrógeno em mulheres que estão na menopausa também contribui para o aumento do colesterol.

As modificações do estilo de vida são fundamentais e devem ser continuadas independentemente do uso de medicamentos para o controle do colesterol.

O que ele avalia? O exame do perfil lipídico inclui uma série de análises que avaliam o nível de colesterol (e suas frações) e triglicerídeos.

Preparação pré-exame

  • O exame pode ser realizado com ou sem jejum, conforme orientação médica. No entanto, você deve informar sua condição durante a realização do cadastro.
  • Se você estiver em jejum, o recomendado é que não passe de 12 horas, pois pode gerar um falso resultado.
  • Recomendamos alimentação habitual antes da realização do exame, sem exageros ou alguma forma de dieta, para que a dosagem seja a mais próxima possível da realidade.
  • É recomendado não consumir bebida alcoólica, pelo menos 24 horas antes da realização do exame. Se não for possível, informar durante o cadastro.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento oficial com foto (carteira de trabalho, identidade, registro no Conselho Regional da categoria profissional, carteira de motorista ou passaporte).

Como é feito: o exame do Perfil Lipídico é feito de maneira rápida e praticamente indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

O que o exame de perfil lipídico avalia?

Colesterol TotalA avaliação do colesterol total é recomendada para mensurar o risco cardiovascular em programas de rastreamento populacional, juntamente com outras análises como os níveis de HDL e LDL.
HDL (“colesterol bom”)Atua “removendo” o colesterol, por isso é denominado “colesterol bom”. Impedem a aterosclerose*. Portanto, a presença de baixos níveis de HDL é considerada um fator de risco para o desenvolvimento dessa doença.
LDL (“colesterol ruim”)Atua “adicionando” o colesterol, por isso é chamado de “colesterol ruim”. Transportam o colesterol ao longo do organismo para ser armazenado.
Triglicerídeos (TG)Representam a maior parte das gorduras ingeridas. Níveis elevados de triglicerídeos estão geralmente associados a baixos níveis de HDL e a altos níveis de partículas LDL pequenas e densas.
Não HDLÉ utilizado para estimar a quantidade de lipoproteínas aterogênicas (que causam aterosclerose).
VLDLÉ constituído principalmente por triglicerídeos. Sua principal função é transportar o colesterol e triglicerídeos para os outros tecidos a partir do fígado.

*A aterosclerose é uma inflamação causada pelo depósito de gorduras nas artérias, que acaba impedindo o fluxo sanguíneo. É uma doença de progressão lenta que se inicia desde a infância e que pode levar ao infarto do miocárdio e ao acidente vascular cerebral (AVC).

Anvisa. Saúde e Economia.  Dislipidemia. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/documents/33884/412160/Saude_e_Economia_Dislipidemia_Edicao_n_6_de_outubro_2011.pdf/a26c1302-a177-4801-8220-1234a4b91260>. Acesso em: 09 de julho de 2018.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Prevenção clínica de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Brasília : Ministério da Saúde, 2006. 56 p.

GARCIA, G. T.; STAMM, A. M. N. F.; ROSA, A. C.; MARASCIULO, A. C.; MARASCIULO, R. C.; BATTISTELLA, C.; REMOR, A. A. C.  Grau de Concordância entre Instrumentos de Estratificação de Risco Cardiovascular. Arq Bras Cardiol. 2017; 108(5):427-435.

Organização Pan-Americana da Saúde. Organização Mundial da Saúde. Doenças Cardiovasculares. Disponível em: <https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5253:doencas-cardiovasculares&Itemid=839>. Acesso em: 06 de Julho de 2018.

Bioquímica

Hemoglobina glicada
Os exames de glicemia e hemoglobina glicada medem a quantidade de glicose no sangue.

O exame é importante para avaliar a concentração média de glicose no sangue, sendo útil para auxiliar no diagnóstico de pré-diabetes e diabetes. Também pode ser utilizado por pacientes diabéticos que desejam monitorar a doença e acompanhar o tratamento.

O diabetes é uma doença crônica não transmissível (DCNT), na qual o corpo não consegue produzir insulina (hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue) ou não consegue empregá-la de forma adequada. Por esse motivo, o nível de glicose no sangue de pessoas diabéticas fica alto (hiperglicemia). Quando esse quadro permanece por longos períodos, podem ocorrer danos em órgãos, nos vasos sanguíneos e nervos.

A hemoglobina glicada, também conhecida como HbA1C e, mais recentemente, como A1C, reflete o controle glicêmico prévio.

A quantidade de glicose ligada à hemoglobina é diretamente proporcional à concentração média de glicose no sangue. Como os eritrócitos têm um tempo de vida de aproximadamente, 120 dias, a medida da quantidade de glicose ligada à hemoglobina fornece a avaliação do controle glicêmico no período de 90 a 120 dias antes da realização do exame.

Diabéticos (para avaliar o controle glicêmico);

Gestantes;

Pessoas com sintomas da doença;
Pressão arterial sustentada  acima de 135/80 mmHg;

Sobrepeso e 1 ou mais fatores de risco para diabetes (parentes de 1º grau com DM, PA > 140/90, HDL < 35 e/ou TG > 250);
Pessoas com mais de 45 anos na ausência dos critérios acima; 
Para auxiliar no diagnóstico do diabetes.

Diabetes Mellitus tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome freqüente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.

Diabetes Mellitus tipo 2: infecções freqüentes; alteração visual (visão embaçada); dificuldade na cicatrização de feridas; formigamento nos pés; furúnculos. É uma doença que está relacionada à obesidade e ao estilo de vida.

Pacientes com história familiar de diabetes mellitus devem manter hábitos saudáveis como não fumar, manter o peso normal, controlar a pressão arterial e praticar atividade física regularmente.

Pacientes com DM devem manter uma alimentação saudável, realizar o exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões, utilizar os medicamentos prescritos e manter um bom controle da glicemia.

Preparação pré-exame

  • Não é necessário jejum.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento oficial (Carteiras dos órgãos fiscalizadores de exercício profissional (Ex: Carteira do CRF); Carteira de Identidade (RG); Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); Carteira de reservista/Certificado de dispensa; Carteira estudantil; Carteira de identidade de outros países; Registro Nacional de Estrangeiros (RNE); Certidão de nascimento; Certificado militar; Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Passaporte).

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico e é enviado ao Laboratório Central, para profissionais capacitados.

Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde. Diabetes. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2052-diabetes>. Acesso em: 01 de outubro de 2018.

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2017-2018 / Organização José Egídio Paulo de Oliveira, Renan Magalhães Montenegro Junior, Sérgio Vencio. São Paulo: Editora Clannad, 2017.

Sociedade Brasileira de Diabetes. Tipos de diabetes. Disponível em: <https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/tipos-de-diabetes>. Acesso em: 01 de novembro de 2018.

Bioquímica

Procalcitonina (Em breve)
A Procalcitonina é um biomarcador de infecção bacteriana. Pode ser utilizado para diferenciar infecções bacterianas de infecções virais ou infecções bacterianas de estímulos inflamatórios não infecciosos.
A Procalcitonina é um biomarcador de infecção bacteriana. Pode ser utilizado para diferenciar infecções bacterianas de infecções virais ou infecções bacterianas de estímulos inflamatórios não infecciosos.

O exame é indicado nas seguintes situações:

Diferenciação entre infecção viral e bacteriana;

Avaliação da eficácia do tratamento antimicrobiano;

Auxílio no início do tratamento antibiótico;

Auxílio na descontinuação do tratamento antibiótico;

Avaliação de quadro de sepse ou choque séptico.

Preparação pré-exame

  • Não é necessário jejum.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento oficial (Carteiras dos órgãos fiscalizadores de exercício profissional (Ex: Carteira do CRF); Carteira de Identidade (RG); Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); Carteira de reservista/Certificado de dispensa; Carteira estudantil; Carteira de identidade de outros países; Registro Nacional de Estrangeiros (RNE); Certidão de nascimento; Certificado militar; Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Passaporte).

Como é feito:  exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico e é enviado ao Laboratório Central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo Hilab.

O que é a procalcitonina?

A Procalcitonina (PCT) é o peptídeo precursor da Calcitonina, hormônio sintetizado pelas células parafoliculares C da tireoide, envolvido com a homeostase do Cálcio.

É, também, produzida pelas células neuroendócrinas do pulmão e intestino sendo liberada como resposta inflamatória de fase aguda, especialmente nas de origem bacteriana.

O nível de procalcitonina que circula no sangue aumenta durante as infecções bacterianas e diminui quando as pessoas se recuperam da infecção.

Quais são as limitações do exame?

Em alguns casos, a Procalcitonina pode apresentar-se elevada devido a processos não infecciosos: primeiros dias após trauma ou intervenções cirúrgicas, queimaduras, liberação de citocinas inflamatórias, câncer de pulmão, carcinoma medular da tireoide e choque cardiogênico severo.   

Medscape. Procalcitonin. Disponível em: <https://emedicine.medscape.com/article/2096589-overview>. Acesso em: 06 de maio de 2019.

Schuetz, P., et al. Cochrane Procalcitonin to initiate or discontinue antibiotics in acute respiratory tract infections (Review). Disponível em: <https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD007498.pub3/epdf/full>. Acesso em: 06 de maio de 2019.

Bioquímica

PCR (Em breve)

Através desse exame é possível verificar a presença de inflamações ou infecções agudas.

A Proteína C Reativa (PCR) é uma proteína produzida pelo fígado, normalmente presente em concentrações muito baixas no sangue de pessoas saudáveis. No entanto, sua concentração aumenta em decorrência de processos infecciosos e inflamatórios.

Infecções bacterianas estão associadas à elevação do PCR, portanto quanto mais alto o valor de PCR, maior é a probabilidade de infecção bacteriana e mais grave é a infecção.

A dosagem de PCR pode auxiliar no diagnóstico, no entanto, não deve ser utilizada isoladamente. Consulte seu médico.

O exame deve ser realizado conforme orientação médica.

  • Portadores de doenças reumatológicas;
  • Portadores de doenças de Crohn (doença inflamatória do trato gastrointestinal);
  • Portadores de colite ulcerativa;
  • Em casos sepse e sepse neonatal;
  • Em casos de infecção respiratória, como faringite, amigdalite, otite e pneumonia.
  • Infecções do trato urinário;
  • Infecções de pele;
  • Monitoramento do tratamento de infecções;
  • Acompanhamento de queimados.

O que ele detecta? O Teste Rápido da PCR é um teste utilizado para detectar semi-quantitativamente a presença de anticorpos anti-PCR em amostras de sangue total.

Preparação pré-exame

  • Não é necessária preparação prévia.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e praticamente indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O resultado é obtido após realização do teste rápido cromatográfico de detecção semi-quantitativa, feito no laboratório central profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

Aguiar, F. J. B., et al. Proteína C reativa: aplicações clínicas e propostas para

utilização racional. Revista da Associação Médica Brasileira. 2013; 59(1):85-92.

Bioquímica

Painel Cardíaco (Em breve)
O exame avalia o nível de enzimas que são liberadas no sangue quando ocorre alguma lesão no coração. O exame é frequentemente realizado em hospitais, em pacientes com suspeita de infarto.

O exame avalia o nível de enzimas que são liberadas no sangue quando ocorre alguma lesão no coração. O exame é frequentemente realizado em hospitais, em pacientes com suspeita de infarto. Também é utilizado como forma de avaliar a recuperação pós-infarto ou pós-cirúrgica.

  • Pessoas com suspeita de infarto do miocárdio;
  • Pessoas que estão se recuperando de infartos.
  • Dor fixa no peito, que pode variar de fraca a muito forte;
  • Sensação de compressão no peito (geralmente com duração de cerca de trinta minutos);
  • Dificuldade para respirar;
  • Ardor no peito, muitas vezes confundido com azia;
  • Dor no peito que se irradia para a mandíbula e/ou para os ombros ou braços (principalmente para o lado esquerdo do corpo);
  • Ocorrência de suor, náuseas, vômito, tontura e desfalecimento;
  • Dor ao fazer algum esforço;
  • Ansiedade, agitação e sensação de morte iminente.
  • Homens com mais de 45 anos;
  • Mulheres com mais de 55 anos;
  • Tabagismo;
  • Colesterol elevado;
  • Diabetes mellitus;
  • Pressão alta;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Estresse e depressão.

O que ele detecta? No exame são dosadas as seguintes enzimas: Mioglobina, Troponina e CK-MB, que são liberadas no sangue quando ocorre alguma lesão muscular, sendo esta cardíaca ou não.

Preparação pré-exame

  • Se possível, jejum de 2 a 4 horas. É recomendado não realizar atividade física intensa no mínimo 48 horas antes da realização do exame.
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e é praticamente indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

O que é infarto?

O infarto é a necrose de uma parte do músculo do coração. Pode ser causado pela ausência de irrigação sanguínea e é resultado de uma série de eventos acumulados ao longo da vida.

Como prevenir o infarto?

A melhor forma de prevenir o infarto é cuidar da saúde em geral, adotando uma dieta equilibrada e praticando atividade física regularmente. Parar de fumar também é essencial.

O que é mioglobina?

A Mioglobina é uma proteína que apresenta uma estrutura semelhante à da hemoglobina, pois também pode se ligar ao oxigênio. A mioglobina capta oxigênio do sangue facilitando a difusão do oxigênio ao longo do músculo, fornecendo um estoque de oxigênio para ser liberado quando a sua liberação pelo sangue não é suficiente. Sempre que há destruição muscular, seu teor no sangue aumenta. Desta forma, a dosagem de mioglobina ajuda o médico no diagnóstico de infarto do miocárdio. Importante ressaltar que o aumento da mioglobina não ocorre exclusivamente devido a lesão cardíaca. Em caso de trauma da musculatura esquelética ou em caso de insuficiência renal, também haverá aumento da mioglobina.

O que é CK-MB?

A creatina quinase é uma enzima que pode se unir a subunidades, formando combinações denominadas CK-BB, CK-MB e CK-MM. Cada uma possui uma atividade em algum tecido ou órgão específico. A isoenzima CK-MB A está presente principalmente no músculo cardíaco. A sua determinação é frequentemente utilizada para diagnosticar infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e miocardites (inflamações ou infecções do músculo cardíaco).

O que são troponinas?

As troponinas cardíacas são biomarcadores considerados altamente sensíveis e específicos para a detecção de necrose do miocárdio. As troponinas constituem um complexo de três proteínas formadas por finos filamentos e são essenciais para a regulação dos processos de contração do músculo cardíaco.

Referências bibliográficas

Governo do Brasil. Infarto. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/editoria/saude/2012/04/infarto>. Acesso em: 20 de agosto de 2018.

Hormônios

PSA

PSA é a sigla para “Antígeno Prostático Específico”. É uma glicoproteína produzida pelas células da próstata.

PSA é a sigla para “Antígeno Prostático Específico”. É uma glicoproteína produzida pelas células da próstata. Doenças como câncer, hiperplasia prostática benigna, prostatite e infecção urinária, além de condições não médicas como a prática sexual, costumam elevar o nível de PSA no sangue.

O exame de PSA pode ser realizado principalmente por pacientes com hiperplasia prostática benigna.

A utilização do teste para fins de rastreamento populacional é controversa. Muitas evidências científicas contraindicam a realização do PSA de rotina, em qualquer idade, pois são poucos os benefícios associados a essa prática. Por esse motivo, é importante conversar com o seu médico à respeito da realização do exame.

O Rastreamento significa uma ação feita para identificar uma doença (ou fator de risco) antes que ela se manifeste ou piore, com o objetivo de diminuir o adoecimento e a mortalidade, fazendo as pessoas viverem mais e melhor.

Muitas instituições contraindicam o rastreamento de câncer de próstata baseado em PSA, pois estudos revelaram que fazer o exame (tendo ou não realizado o exame de toque retal) não diminui a mortalidade geral dos homens, além de mudar muito pouco a mortalidade por câncer de próstata. Mesmo em casos de detecção de câncer nessa glândula, em muitas casos a doença não iria progredir a ponto de causar problemas, o que não justifica o rastreamento.

Desta forma, o pequeno benefício não compensa os malefícios que incluem, por exemplo, a realização desnecessária de biópsia da próstata (um procedimento que pode provocar sangramentos, febre, infecções e retenção urinária), além do impacto psicológico causado por um resultado falso positivo.

  • O exame pode ser realizado por homens com hiperplasia prostática benigna e conforme orientação médica.
  • O câncer da próstata tem evolução silenciosa em sua fase inicial. Muitos pacientes são assintomáticos, ou quando apresentam sintomas, estes semelhantes aos do crescimento benigno da próstata. Nesse caso, os sintomas incluem dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada (sepse) ou insuficiência renal.

O que ele detecta? O exame detecta qualitativamente a presença de PSA em amostras de sangue total.

Preparação pré-exame

  • 3 dias de abstinência sexual completa;
  • 3 dias sem usar bicicleta;
  • 3 dias sem montar a cavalo;
  • Caso tenha feito exame de toque da próstata, aguardar 3 dias, pelo menos;
  • Para realizar o exame é necessário levar um documento com foto.

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico, (complexo antígeno anticorpo) e é enviado ao laboratório central, para profissionais capacitados.

Duração do teste: em média 15 minutos.

Resultado: o laudo pode ser acessado pelo portal ou aplicativo do Hilab.

Preparação pré-exame

  • Para realizar o exame é necessário levar um documento oficial (Carteiras dos órgãos fiscalizadores de exercício profissional (Ex: Carteira do CRF); Carteira de Identidade (RG); Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); Carteira de reservista/Certificado de dispensa; Carteira estudantil; Carteira de identidade de outros países; Registro Nacional de Estrangeiros (RNE); Certidão de nascimento; Certificado militar; Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Passaporte).

Como é feito: o exame é feito de maneira rápida e indolor. Somente uma gota de sangue, retirada de um furo no dedo, já é suficiente para realizá-lo. O exame utiliza o método de teste rápido imunocromatográfico e é enviado ao Laboratório Central, para profissionais capacitados.

Instituto Nacional de Câncer (INCA). Detecção precoce. Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/prostata+/deteccao_precoce>. Acesso em: 29 de agosto de 2018.

Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.  Comunicado aos(às) apoiadores(as) da campanha Novembro Azul. Disponível em: <http://www.sbmfc.org.br/media/Novembro%20Azul.pdf>. Acesso em: 29 de agosto de 2018.

Leia mais sobre o assunto em nosso blog

Para entrar em contato com a central de atendimento é necessário aceitar a Politica de Cookies.