Saiba tudo sobre o plano de vacinação da COVID-19

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Cerca de 11 meses depois do início da pandemia no país, a notícia mais esperada chegou: enfim o Brasil recebeu as vacinas contra o novo coronavírus. Juntamente com ela, no entanto, surgiram dúvidas a respeito do Plano de Vacinação da COVID-19 e muitas especulações pipocam internet afora. 

O momento exige calma e informação, por isso, é importante controlar a euforia, entender como acontecerá a imunização, quais as vacinas recebidas pelo Governo Federal e conhecer quais são os grupos que têm prioridade na fila da vacina, oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Desde o aparecimento dos primeiros casos da infecção, em Wuhan, na China, pesquisadores e cientistas de todo o mundo lutam contra o tempo para encontrar uma solução mais rápida do que o alto contágio. Ao todo, até o fim de janeiro de 2021, foram mais de 2 milhões de mortes em todo mundo – sendo mais de 220 mil apenas no Brasil. Por isso, a vacina foi criada em tempo recorde, graças às universidades e aos laboratórios. Para se ter uma ideia, em geral, uma vacina leva em média 6 anos para ter seu estudo concluído.

Essa rapidez, no entanto, trouxe, além do alívio, muitas dúvidas. Você vai poder sanar as principais agora. A Hilab preparou um texto completo para você entender melhor sobre as vacinas disponíveis e como acontecerá o Plano de Vacinação da COVID-19. Confira!

Quais são as vacinas contra a COVID-19?

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, em caráter emergencial, duas vacinas. A primeira é a CoronaVac, produzida sob a parceria do Instituto Butantan, de São Paulo, com o laboratório Sinovac, da China.

A outra vacina disponível no Brasil é a AstraZeneca, que foi desenvolvida pela Universidade de Oxford com a Fiocruz, instituição brasileira não-universitária de formação e qualificação de recursos humanos para o SUS e para a área de ciência e tecnologia no Brasil. 

Qual a eficácia das vacinas? 

Muitas pessoas estão descrentes na vacina Sinovac contra o coronavírus após o índice de eficácia geral divulgado apresentar 50,38%, conforme divulgou o Instituto Butantan. Apesar de ser menor do que a apresentada por outras vacinas, o resultado é considerado satisfatório. Para se ter uma ideia, outras vacinas conhecidas têm índice semelhante, como a vacina da gripe, que tem de 40% a 50% de eficácia, e a BCG, contra a tuberculose, que apresenta índice de eficácia geral de 70% a 80%. 

O número da Sinovac não quer dizer que quem tomar a vacina possui 50% de chances de contrair o vírus. A taxa de eficácia clínica, ou seja, a capacidade de prevenção da doença em casos leves, é de 78%. No mesmo sentido, em quadros graves, a taxa de eficácia foi de 100%, ou seja, nenhum dos voluntários desenvolveu a doença em sua forma mais grave, que poderia levá-los à morte. Por isso, a vacinação é, sim, eficiente, uma vez que pode reduzir a necessidade de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e o número de mortes consideravelmente.  

Para entender melhor, veja a lista de vacinas abaixo e seus resultados após as pesquisas: 

  • Pfizer/BioNTech

Eficácia: 95%

Pessoas testadas: 43.661 voluntários

  • Moderna

Eficácia: 94,5%

Pessoas testadas: 30 mil voluntários 

  • Sputnik V

Eficácia: 91,4%

Pessoas testadas: 40 mil voluntários

  • AstraZeneca/Oxford

Eficácia: 70,4%

Pessoas testadas: 11.636 voluntários 

  • Coronavac (Sinovac)

Eficácia: 50,38% (eficácia global); 78% em casos leves; 100% em casos graves e moderados

Pessoas testadas: 13 mil voluntários

  • AstraZeneca

Eficácia: 70%

Pessoas testadas: 30 mil voluntários

As demais vacinas citadas acima, além da Sinovac e AstraZeneca, ainda não foram liberadas no Brasil. 

Quando haverá vacinação em massa contra a COVID-19?

Essa é uma das maiores dúvidas da população a respeito do Plano de Vacinação da COVID-19. De acordo com Mariângela Simão, vice-diretora da OMS (Organização Mundial da Saúde), as projeções apontam que é improvável que haja vacinação em massa no Brasil no ano de 2021. 

Isso porque a pandemia pegou os países de surpresa e as vacinas foram desenvolvidas e testadas em tempo recorde, o que faz com que ainda não haja vacinas produzidas o suficiente em 2021 para que toda a população seja vacinada. No entanto, a OMS lembra que o importante, no momento, é imunizar as pessoas mais vulneráveis, como os profissionais de saúde e os idosos com idade acima de 65 anos, além de indivíduos que possuem comorbidades, como hipertensão e obesidade, por exemplo.

A situação faz com que o cenário razoável permita que tenhamos pelo menos três vacinas aprovadas até dezembro de 2021. A ideia não é imunizar todos de um determinado país, mas sim imunizar os mais vulneráveis em todo o país, de acordo com Simão.

Como será o Plano de Vacinação da COVID-19 no Brasil?

O Governo Federal divulgou o Plano de Vacinação da COVID-19 e prevê que 50 milhões de pessoas dos grupos vulneráveis serão vacinadas. Esse número exige que haja 108,3 milhões de doses de vacina, já incluindo 5% de perdas, uma vez que cada pessoa deve tomar duas doses em um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeção.

De acordo com o documento, o primeiro grupo prioritário a ser vacinado na fase 1 é formado por trabalhadores da saúde (5,88 milhões), pessoas de 80 anos ou mais (4,26 milhões), pessoas de 75 a 79 anos (3,48 milhões) e indígenas com idade acima de 18 anos (410 mil). Já a fase 2 será formada por idosos de 70 a 74 anos (5,17 milhões), de 65 a 69 anos (7,08 milhões) e de 60 a 64 anos (9,09 milhões).

Posteriormente, na fase 3, a previsão é vacinar 12,66 milhões de pessoas acima dos 18 anos que tenham comorbidades, como hipertensão, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados, anemia falciforme, câncer e obesidade grave, com IMC (Índice de Massa Corpórea) maior ou igual a 40.

Em seguida, na fase 4, deverão ser vacinados professores do nível básico ao superior (2,34 milhões), forças de segurança e salvamento (850 mil) e funcionários do sistema prisional (144 mil). 

O documento também afirma que alguns grupos podem apresentar contraindicações, ou seja, não poderão ser vacinados, a princípio. Ainda que os exames laboratoriais e clínicos não sejam conclusivos, os grupos que podem sofrer reações à vacina são os seguintes: 

  • Pessoas menores de 18 anos de idade;
  • Gestantes;
  • Pessoas que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior de uma vacina contra o coronavírus;
  • Pessoas que apresentaram uma reação anafilática confirmada a qualquer componente da vacina.

Quais os efeitos colaterais da vacina do coronavírus? 

Os ensaios clínicos das vacinas contra a COVID-19 apresentaram alguns efeitos colaterais locais. Dor, vermelhidão e inchaço ocorreram com mais frequência com as vacinas do que com o placebo. Sintomas sistêmicos, por outro lado, como febre, fadiga, dor de cabeça e dores musculares e articulares também foram um pouco mais comuns com as vacinas do que com o placebo. A maioria das reações adversas apareceu de 24 a 48 horas após a aplicação do imunizante.

Importante lembrar que nas três primeiras fases dos ensaios das vacinas da Pfizer, BioNTech e Moderna, foram deixadas de fora pessoas que tinham histórico de reação alérgica a qualquer componente da vacina.

Reações de hipersensibilidade a eventos adversos foram igualmente representados nos grupos de placebo e de vacina em ambos os ensaios.

Qual a importância do SUS para o plano de vacinação?

O objetivo é que a vacinação aconteça no Brasil de forma abrangente, atingindo amplamente toda a população. Para isso e para que haja um controle definitivo da pandemia, o SUS (Serviço Único de Saúde) tem papel essencial, uma vez que o órgão foi responsável por todas as campanhas de vacinação de sucesso no Brasil nas últimas décadas.

O SUS permite que a vacina seja democratizada, evitando que grupos privilegiados possam ter acesso ao imunizante via iniciativa privada, uma vez que a população carente e isolada, como população indígena e ribeirinha, por exemplo, são vulneráveis e levam mais tempo para conseguir atendimento médico de emergência. 

Não será mais necessário usar máscaras e álcool em gel após a vacina?

Muitas pessoas acreditam que não será mais necessário usar máscaras de proteção e esterilizar as mãos e superfícies com álcool em gel depois de tomar a vacina, mas isso não é verdade. Uma vacina contra a COVID-19 previne sintomas e o agravamento da doença, ou seja, não evita a contaminação ou a transmissão do vírus para outras pessoas, uma vez que uma pessoa vacinada ainda pode ser uma portadora assintomática.

Assim, como ainda não há vacina para todos, a orientação é a de que os cuidados sejam mantidos. Como a vacina protege contra a doença, e não contra o vírus, o uso de máscaras de proteção e outros cuidados são indicados até que a pandemia do novo coronavírus esteja controlada.

Onde posso fazer o exame de coronavírus?

Você pode realizar exame de detecção do novo coronavírus em clínicas médicas, laboratórios de análises clínicas, farmácias e hospitais. Algumas empresas também disponibilizam a testagem para seus funcionários. 

Há, no mercado, alguns dispositivos modernos que ajudam na detecção do vírus. O Teste Laboratorial Remoto de Antígeno para a COVID-19 da Hilab ajuda a detectar o antígeno viral do SARS-CoV-2 na amostra entre o 1º e o 5º dia do início dos sintomas. O resultado sai em poucos minutos e o laudo vem pronto para ser levado ao médico. Quer saber mais? Clique aqui e conheça mais sobre essa ferramenta da Hilab! 

 

ICTQ – Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade. Disponível em:   <https://www.ictq.com.br/>. Acesso em: 26 de janeiro de 2021. 

Ministério da Saúde. Coronavírus. Disponível em: <https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus>. Acesso em: 26 de janeiro de 2021. 

OMS Brasil – Organização Mundial da Saúde. Disponível em: <https://www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt/> Acesso em: 26 de janeiro de 2020. 

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