Quando vai acabar a pandemia?

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Essa é a dúvida que tem percorrido todo o mundo desde que o novo Coronavírus surgiu para mudar o modo como vivemos. E nós respondemos ela para você nesse post!

O SARS-CoV-2 definitivamente pegou a humanidade de surpresa. Desde que surgiu como causa de uma epidemia que depois veio a se tornar uma pandemia, ele alterou nossas rotinas e impactou esferas importantes da sociedade.

Aprendemos sobre o novo vírus, sobre a doença COVID-19 e cuidados que devemos tomar. Passamos a usar as famosas máscaras e sair somente quando necessário. Também podemos tirar lições de toda essa experiência, mas a verdade é que todos esperam que a pandemia se encerre logo.

E essa tem sido a pergunta mais recorrente neste momento: quando vai acabar a pandemia? Para prever a resposta dessa pergunta, é necessário avaliar como está a situação até agora. Vamos lá!

Números da pandemia

O primeiro caso de infecção pelo novo Coronavírus foi em Wuhan, na China, e aconteceu em dezembro de 2019. Daí em adiante o vírus se espalhou por toda a república da China e depois começou a alcançar outros continentes – como a Europa.

Hoje a situação tomou proporções jamais imaginadas e a COVID-19 está presente em todas as partes do mundo. Trouxemos os principais dados da pandemia – compilados pela Universidade Johns Hopkins, academia que tem sido referência para todo o mundo no acompanhamento dos dados da pandemia.

Até o momento em que escrevemos esse post (final de junho de 2020), os números estão assim:

  • Mais de 9,4 milhões de casos confirmados
  • Mais de 480 mil óbitos

Atualmente, os países com mais casos confirmados são:

  1. EUA
  2. Brasil
  3. Rússia
  4. índia
  5. Reino Unido
  6. Peru
  7. Chile
  8. Espanha
  9. Itália
  10. Irã

Os gráficos a seguir foram retirados do site da própria Universidade Johns Hopkins e mostram como está a curva de casos da doença no mundo. 

Casos confirmados até agora:

casos confirmados de covid-19 segundo universidade john hopkins

Fonte: Universidade Johns Hopkins

Casos confirmados em uma visão diária:

casos por dia de covid-19 segundo a universidade john hopkins

Fonte: Universidade Johns Hopkins

Como se pode ver, a curva ainda não começou a reduzir. Ainda que países como a Nova Zelândia, Itália, Paraguai e Uruguai já estejam vencendo a doença, afrouxando as medidas de isolamento e voltando à “vida normal”, em outros países o repentino aumento de casos tem preocupado autoridades.

O Coronavírus pode se tornar endêmico

Recentemente a OMS – Organização Mundial da Saúde – declarou que o novo Coronavírus pode se tornar endêmico (vocábulo derivado de endemia).

De acordo com o Telessaúde de São Paulo, o termo endemia refere-se a “uma doença que se manifesta com frequência e somente em determinado local ou região” – como é o caso também da Febre Amarela. Ou seja, o Coronavírus pode “nunca desaparecer”, como disse o diretor de operações da OMS, Michael Ryan

Mas isso não significa que o número de casos de infectados pelo SARS-CoV-2 não vá diminuir. Ele vai reduzir drasticamente e pode ser até radicado em determinados lugares, mas não vai desaparecer totalmente do planeta e pode provocar novas ondas de contaminação.

Tratamentos

Ainda não há cura para a COVID-19, mas cientistas de todo o mundo estão direcionando seus esforços em pesquisas para conhecer melhor o novo vírus e encontrar soluções que sejam capazes de combater a doença.

Além disso, estão em andamento alguns importantes projetos de vacina – alguns deles já iniciaram a testagem em seres humanos, inclusive. Esse post traz mais informações sobre a previsão da vacina de Coronavírus

Nenhum medicamento até agora demonstrou real eficácia contra o SARS-CoV-2, portanto não há tratamento para a COVID-19. Se você acredita estar infectado, pode fazer uma teleconsulta com o SUS e tirar a dúvida. Ligando 136, você conversa com um profissional de saúde e recebe o diagnóstico, além de ter acompanhamento caso esteja com o vírus.

O que fazer se estiver com COVID-19

A OMS tem dado as seguintes orientações para quem está infectado pelo vírus mas não é um caso grave:

  • Fazer o auto-isolamento por 14 dias, suspendendo atividades profissionais e outros compromissos rotineiros;
  • Ficar em um ambiente separado e se a residência tiver mais de um banheiro, usar um deles de forma exclusiva;
  • Em caso de apenas um banheiro em casa, ele precisa ser higienizado com frequência e sempre que usado pela pessoa infectada;
  • Separar utensílios como toalhas e talheres também para uso exclusivo de quem está infectado;
  • Monitorar sintomas diariamente e não ingerir medicamentos sem orientação médica;
  • Cuidar da saúde mental e manter contato com entes queridos de forma remota, via aplicativos de mensagens ou ligações telefônicas;
  • Se tiver dificuldades para respirar ou febre por mais de 24h, procurar ajuda médica, pois estas são características de um caso considerado grave.

É muito importante que essas recomendações sejam levadas a sério porque dizem respeito não só à saúde de quem testou positivo para a COVID-19, mas também evitam a transmissão a outras pessoas, principalmente àquelas que convivem na mesma casa do infectado.

Pico da pandemia

O pico epidêmico é um fator de extrema importância para prever quando vai acabar a pandemia. Isto porque é a partir dele que os casos da doença começam a reduzir até chegarem a zero. 

O pico geral da COVID-19 no mundo pode ser calculado a partir da situação em cada país. Alguns deles já alcançaram essa fase e estão em fase de diminuição da curva, mas ainda existem países – como os EUA, o continente africano e o próprio Brasil – em que infelizmente os casos só aumentam. Explicamos tudo sobre pico de Coronavírus nesse post.

Quando será o fim da pandemia?

Quando pensamos em “fim da pandemia”, imaginamos um cenário em que os casos da doença cheguem a zero, mas os historiadores consideram a existência de dois tipos de final para uma pandemia: o final médico e o final social.

Em entrevista para o The New York Times, historiadores das Universidades John Hopkins e Harvard explicam sobre estes conceitos: o final médico é aquele em que a doença em si é combatida e o final social é quando as pessoas perdem o medo dela. 

O que está acontecendo com a pandemia de COVID-19 é o final social, já que todos estão ficando cansados de viver em estado de pânico e a reabertura da economia continua sendo forçada principalmente por motivações políticas.

Entretanto os especialistas da área dizem que o final médico da pandemia ainda vai demorar. Em abril, Anthony Fauci, chefe das ações de combate ao Coronavírus da Casa Branca, declarou que a pandemia estaria longe de acabar. Fauci é o imunologista mais respeitado dos EUA.

No mês de maio, uma empresa de análise de dados de Singapura, a Data-Driven Innovation Lab, fez uma previsão ousada sobre o fim da pandemia: a redução dos casos começará no fim de julho mas a escala zerada só acontecerá em dezembro de 2020

O que vem depois?

Ainda que a previsão da DDI Lab se cumpra, a vida como era antes não será mais possível. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Harvard e publicado em abril na revista Science sugere que os hábitos de prevenção devem continuar até pelo menos o ano de 2022.

Além disso, também é uma característica comum em pandemias o surgimento de novas ondas de contaminação. Não se pode dizer em que data exatamente os casos da COVID-19 vão zerar no mundo, mas olhar para a história e avaliar as pandemias e epidemias do passado nos trazem pistas e lições importantes. É a partir delas que vamos caminhar para um cenário cada vez melhor.

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Organização Mundial da Saúde. Perguntas e respostas sobre coronavírus (COVID-19). Disponível em: <https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/question-and-answers-hub/q-a-detail/q-a-coronaviruses#:~:text=protect/> Acesso em: 25/06/2020.

Universidade Johns Hopkins. Dashboard COVID-19. Disponível em: <https://coronavirus.jhu.edu/map.html> Acesso em: 25/06/2020.

Science. Projecting the transmission dynamics of SARS-CoV-2 through the postpandemic period. Disponível em: <https://science.sciencemag.org/content/368/6493/860> Acesso em: 25/06/2020.

Data-Driven Innovation Lab. Predictive Monitoring of COVID-19. Disponível em: <https://ddi.sutd.edu.sg/> Acesso em: 25/06/2020.

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