O que é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida?

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, também chamada de AIDS ou SIDA, é o último estágio da infecção pelo HIV, quando não tratada. 

Este vírus tem preferência por algumas células de defesa do organismo, os Linfócitos T CD4, que variam de 500 a 2000/µL de sangue. 

Quando a pessoa vivendo com HIV não utiliza corretamente o tratamento antirretroviral, ou simplesmente não o faz, o número de linfócitos pode ter uma queda muito grande e, ao chegar a valores inferiores a 200/µL de sangue, esta pessoa será considerada portadora de AIDS.

As diferenças entre HIV e AIDS

A pessoa vivendo com HIV, realizando o tratamento correto, não terá grandes repercussões em sua vida. 

Os medicamentos antirretrovirais são altamente eficientes e conseguem prover ao paciente uma vida completamente normal. Entretanto, quando o tratamento não é seguido à risca, o vírus continua a se replicar indiscriminadamente e ocasionará a diminuição das células de defesa do organismo. 

Quando esta queda é muito grande, e chega ao nível de AIDS, o portador sofrerá com doenças que normalmente não trariam problemas a pessoas saudáveis, ou àqueles medicados  adequadamente.

Quais são os sintomas?

Inicialmente, quando a pessoa é infectada pelo HIV, podem ocorrer sintomas comuns à maioria das doenças virais como: febre, coriza, dores no corpo, cansaço, mal estar, entre outros. A pessoa vivendo com HIV, então, passa pela fase assintomática, na qual não apresentará sinal algum de doença, enquanto o vírus replica-se. 

Ao atingir o estágio da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, o paciente terá as chamadas infecções oportunistas. Estas doenças, em pessoas saudáveis, não trariam repercussões, porém, com um sistema imune fragilizado, até mesmo as bactérias naturais ao organismo ocasionam problemas. 

A pessoa com AIDS pode desenvolver demência e encefalopatia relacionadas à doença, além da síndrome consumptiva (diarreia crônica e perda de peso inexplicada).

Como ocorre a transmissão?

O HIV é uma Infecção Sexualmente Transmissível. Isso significa que o vírus é transmitido, principalmente, através de relações sexuais desprotegidas. O sexo anal é o principal representante destas, devido ao fato de a região anal ser altamente vascularizada e sofrer abrasões durante o ato, o que facilita o contato do vírus presente no esperma com o sangue. 

A transmissão pode ocorrer, também, através do compartilhamento de agulhas e seringas, acidentes com materiais pérfuro-cortantes infectados, contato de mucosas com sangue ou materiais contendo o vírus, e de uma mãe infectada para o filho durante a gestação, no decorrer do parto e pelo leite materno. 

Como prevenir?

A principal prevenção é o uso de preservativos durante qualquer ato sexual, inclusive no oral. Para reduzir o risco de rompimento da camisinha e de abrasão das mucosas vaginais e anais, pode ser utilizado o lubrificante a base d’água. 

O não compartilhamento de seringas e agulhas também é importante na redução da transmissão do vírus. 

Deve-se tomar cuidado com caixas de materiais pérfuro-cortantes em hospitais e unidades de saúde, bem como materiais cirúrgicos e odontológicos. 

Para evitar a transmissão vertical, de mãe para filho, deverá ser administrada a medicação antirretroviral para ambos, além de realizar cesárea na hora do parto e orientar a mãe a não amamentar a criança com o seu próprio leite.

Quais são as consequências?

A pessoa vivendo com HIV não terá problema algum durante sua vida, caso esteja realizando corretamente o tratamento antirretroviral. E, ao atingir carga viral indetectável, será saudável como uma pessoa não infectada. 

Agora, o HIV não tratado, afetará intensamente a vida do seu portador. Patologias cerebrais, cardíacas e, até mesmo, cânceres tornam-se muito mais comuns a essas pessoas, reduzindo drasticamente a expectativa e a qualidade de vida destas. Por estes motivos, a melhor maneira de combater a doença é prevenir e sempre realizar o exame de HIV, especialmente aqueles com vida sexual ativa. 

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