O que é a pré-diabetes? Saiba identificar

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A pré-diabetes é a situação na qual os níveis de glicose sanguínea (glicemia) estão em um patamar acima do considerado normal, porém abaixo daquele definido como diabetes. 

O diagnóstico de pré-diabetes torna-se importante por conceder a oportunidade de prevenir o estabelecimento da diabetes em si.

Acompanhe o artigo a seguir e tire todas as dúvidas sobre essa condição. 

Como a pré-diabetes é identificada? 

A pré-diabetes não apresenta sintomas. Para saber se você está com pré-diabetes, é necessário fazer um exame de sangue como o teste de glicose em jejum ou de hemoglobina glicada

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a positividade de apenas um dos parâmetros abaixo indica pré-diabetes. 

  • Glicemia de jejum entre 100 mg/dL e 125 mg/dL 
  • Glicemia 2h após sobrecarga com 75g de glicose: entre 140 mg/dL e 199 mg/dL 
  • Hemoglobina Glicada entre 5,7% e 6,4% 

Desta forma, ao identificar qualquer uma das alterações acima, é essencial procurar um médico e adotar uma alimentação saudável associada à prática de atividade física. 

Diagnóstico do diabetes 

Não existe consenso entre a Associação Americana de Diabetes (ADA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) na definição do limiar para o diagnóstico de diabetes, incluindo diferenças nos níveis de glicose de jejum e da utilização do exame de hemoglobina glicada (HbA1c). 

Para a ADA, valores entre 100 e 125 mg/dL na glicemia em jejum são considerados sinônimos de pré-diabetes, enquanto a OMS utiliza níveis entre 110 e 125 mg/dL. 

Ao contrário da ADA, a OMS não apoia a utilização do teste de hemoglobina glicada para o rastreamento da pré-diabetes. Este fato pode ser explicado pela indisponibilidade do exame em países em desenvolvimento. 

Apesar disso, a HbA1c é considerada, por muitos especialistas, como o exame que melhor reflete o equilíbrio da glicemia, pois é reflexo direto da ligação das moléculas de glicose às células do sangue durante meses. Entretanto, a hemoglobina glicada não é útil no acompanhamento diário do estado glicêmico do paciente, devido a este mesmo motivo.

Progressão para diabetes 

A pré-diabetes irá progredir para diabetes tipo 2 em cerca de um terço de todos os indivíduos em apenas alguns anos. 

Entretanto, algumas pessoas revertem o quadro para uma normal tolerância à glicose durante este tempo, muitos outros permanecerão pré-diabéticos ou desenvolverão diabetes quando mais velhos.

Quantas pessoas são afetadas por essa condição?

No mundo todo, aproximadamente 300 milhões de pessoas são estimadas como possuindo pré-diabetes, e este número deve crescer para 587 milhões (8,7% dos adultos) até 2045.

Cerca de um terço de todos os americanos possuem pré-diabetes, porém 90% destes não estão cientes da situação. 

Segundo estudo, aproximadamente 53 milhões de adultos com elevado índice de massa corporal (IMC), alto risco de acordo com avaliação da Associação Americana de Diabetes, mas sem o diagnóstico de pré-diabetes estavam mais propensos a não receberem qualquer auxílio ou orientação relativos à situação e como prevenir futuros problemas. Apenas metade desses revelou ter recebido conselhos para a prevenção da diabetes, e menos de 1% foi encaminhado para algum programa que vise prevenir a doença.

Como prevenir?

Em estudo realizado na Suécia, com indivíduos acima de 60 anos e acompanhamento durante 12 anos, foi identificado que a perda de peso está altamente associada à reversão da pré-diabetes para normoglicemia. 

A atividade física também reduziu a mortalidade relacionada à pré-diabetes.

Em um outro estudo, mais de 73% dos pacientes alegaram ter recebido auxílio durante o ano anterior para aumentar a prática de atividade física, reduzir a quantidade de gorduras e calorias ingeridas, ou participarem de um programa de perda de peso. Todavia, somente 4,9% revelaram ter sido encaminhados a um programa específico para diabetes.

Importância da dieta 

A dieta é parte essencial na prevenção da diabetes e da pré-diabetes. A alimentação mediterrânea (com grãos integrais, vegetais, frutas, peixe e gorduras saudáveis), a vegetariana ou a vegana, e as com baixa ingesta de gorduras e carboidratos há anos são o foco de diversos estudos, demonstrando benefícios em várias áreas da saúde.

As dietas Ornish ou Pritikin, com baixos teores de gorduras e carboidratos, além da DASH, são aceitáveis na prevenção da pré-diabetes e da diabetes, desde que o paciente esteja ingerindo os macro e micronutrientes necessários. Recomenda-se, também, o registro de um diário com a relação dos alimentos ingeridos, com revisão deste por um profissional da saúde.

A suplementação vitamínica não é recomendada, a não ser que o paciente possua alguma deficiência comprovada. Por outro lado, a avaliação dos níveis de vitamina B12 deve ser realizada anualmente naqueles fazendo uso de metformina.

Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica: Estratégias Para o Cuidado da Pessoa com Doença Crônica – Diabetes Mellitus. Disponível em:<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/estrategias_cuidado_pessoa_diabetes_mellitus_cab36.pdf>. Acesso em: 23/01/2020

Ministério da Saúde. Diabetes (diabetes mellitus): Sintomas, Causas e Tratamentos. Disponível em:<http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/diabetes>. Acesso em: 23/01/2020

Sociedade Brasileira de Diabetes. Perguntas e Respostas Sobre Pré-Diabetes. Disponível em:<https://www.diabetes.org.br/publico/colunas/122-dr-mateus-dornelles-severo/996-perguntas-e-respostas-sobre-pre-diabetes>. Acesso em: 23/01/2020

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