Novo coronavírus: perguntas e respostas

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No final de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, na República Popular da China. Tratava-se de um novo tipo de coronavírus. 

Inicialmente haviam poucos casos. Hoje (20/05/2020), a doença causada pelo novo Coronavírus – COVID-19 – já atingiu mais de 4.789.205  pessoas em todo o mundo. No Brasil, mais de 116.683 casos da doença foram registrados. 

Em março de 2020, a COVID-19 foi classificada como uma pandemia uma vez que, no momento, existem surtos em várias regiões do mundo. Acompanhe o artigo a seguir e tire todas as suas dúvidas sobre a doença. 

O que é a COVID-19? 

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo novo coronavírus, o SARS-CoV-2. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a maior parte das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. No entanto, 14% evolui para a forma grave. A letalidade da doença é de 0,3% a 1%.

Quais são os sintomas do coronavírus? 

Os sintomas da COVID-19 são semelhantes aos de uma gripe. Os mais frequentes incluem febre, cansaço e tosse. No entanto, a doença pode evoluir para a forma grave. Os sinais de gravidade são febre alta, tosse e dificuldade para respirar. 

Todos os pacientes evoluem para a  forma grave? 

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a maior parte dos pacientes infectados terão apresentação clínica leve da doença. 

Quem corre mais risco? 

Todas as pessoas estão suscetíveis a pegar o novo coronavírus. No entanto, pessoas idosas e com condições de saúde pré-existentes parecem desenvolver doenças graves com mais frequência do que as outras.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, pacientes portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, representam em torno de 25 a 50% dos pacientes infectados. 

Existe vacina contra o novo Coronavírus? 

A vacina ainda não existe. No entanto, pesquisadores de todo o mundo estão buscando desenvolvê-la.

Recentemente, no Brasil, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram sequenciar, isolar e cultivar o coronavírus em laboratório. Agora, agências de regulação, governos, pesquisadores e indústria farmacêutica estão trabalhando juntos para criar uma vacina. Estima-se que dentro de um ano e meio a vacina possa ser disponibilizada no mercado.

A vacina contra Influenza protege contra o novo Coronavírus? 

Não. No entanto, a vacinação contra Influenza é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem influenza na triagem de casos para o coronavírus. 

Quantos casos existem no mundo? 

Foram confirmados no mundo 4.789.205 casos de COVID-19 (57.804 novos em relação ao dia anterior) e 318.789 mortes (2.621 novas em relação ao dia anterior) até 20 de maio de 2020.

Quantos casos existem no Brasil? 

Segundo o Painel Coronavírus, atualizado em 21/04, o Brasil apresenta 291.579 casos confirmados, 18.859 óbitos confirmados e letalidade de 6,5%. 

Como prevenir o contágio? 

  • Higienize as mãos com água e sabão ou use álcool em gel a 70%. 
  • Cubra o nariz e boca ao tossir ou espirrar.
  • Evite aglomerações. O isolamento social é uma das formas mais efetivas para evitar a disseminação da COVID-19.  
  • Mantenha os ambientes bem ventilados. 
  • Não compartilhe objetos pessoais. 

Devo usar uma máscara facial para proteger contra o coronavírus?

Até pouco tempo, as máscaras eram recomendadas apenas para: 

  • Pessoas com sintomas respiratórios;
  • Profissionais de saúde e pessoas que prestam atendimento a pessoas com sintomas respiratórios;
  • Profissionais de saúde, ao entrar em uma sala com pacientes que apresentam sintomas respiratórios. 
No entanto, com o avanço da pandemia, as máscaras passaram a ser recomendadas inclusive para pessoas assintomáticas, visto que o vírus é altamente transmissível. 
 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito com a coleta de material da via respiratória. Também pode ser feito com exames de sangue.

Para detectar a COVID-19, existem diferentes tipos de exames.

O exame de PCR identifica o vírus no sangue, por isso é mais preciso nos primeiros 5 dias de infecção. Já os exames sorológicos (ELISA e o exame de Coronavírus Hilab) vão identificar os anticorpos (IgG/IgM), que aparecem em quantidade maior a partir do sétimo dia de infecção.

Fui diagnosticado com COVID-19, o que devo fazer para não transmitir a infecção para os meus familiares? 

Segundo recomendações do Ministério da Saúde:

– Fique em isolamento domiciliar por, no mínimo, 14 dias, a partir da data de início dos sintomas. O isolamento é a medida mais efetiva para evitar a disseminação do novo coronavírus para outras pessoas.

– As pessoas que moram com você também devem entrar em isolamento assim como monitorar os sintomas. Caso outro familiar da casa inicie os sintomas leves, ele deve reiniciar o isolamento de 14 dias. Se os sintomas forem graves, como dificuldade para respirar, ele deve procurar orientação médica imediatamente.

– Utilize máscara o tempo todo, cobrindo o nariz, a boca e o queixo; 

– Lave bem as mãos com água e sabão ou utilize álcool 70%. 

– Separe toalhas de banho, garfos, facas, colheres, copos e outros objetos apenas para seu uso.

– Depois de usar o banheiro, lave bem as mãos com água e sabão e sempre limpe o vaso, a pia e demais superfícies com álcool ou água sanitária para desinfecção do ambiente.

– O lixo produzido precisa ser separado e descartado. Os lenços utilizados devem ser descartados imediatamente após o uso. 

– Sofás e cadeiras também não podem ser compartilhados e precisam ser limpos frequentemente com água sanitária ou álcool 70%. Limpe também maçanetas e os locais que são tocados frequentemente. 

– Se possível, mantenha a distância mínima de 1 metro entre o você e os demais moradores da sua casa.

Além disso, caso você esteja com sintomas da doença, eles devem ser monitorados. Para avaliar a sua situação, ligue 136, que é o número do serviço de Teleconsulta do Sistema Único de Saúde, o TeleSUS. Nesse canal, você receberá, dos profissionais da saúde, orientações sobre o que deve ser feito em caso de agravamento dos sintomas. 

Como é o tratamento? 

Até o momento não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. 

Dinheiro pode transmitir a doença? 

A Organização Mundial da Saúde recomenda que as mãos sejam lavadas com água e sabão e higienizadas frequentemente com álcool para matar os vírus presentes nas mãos. Para evitar o contato com pessoas que trabalham como caixas, o ideal é que você procure utilizar cartões. 

Sou profissional de saúde e atendo várias pessoas. Como posso me proteger? 

Profissionais de saúde devem adotar medidas de prevenção e controle da infecção (consulte as diretrizes provisórias da Organização Pan-Americana da Saúde). As estratégias incluem:

– Garantir triagem, reconhecimento precoce e controle da fonte (isolar pacientes com suspeita de infecção por SARS-CoV-2); 

– Aplicar precauções padrão para todos os pacientes; 

– Implementar precauções empíricas adicionais (gotículas e contatos e, quando aplicável, cuidados de saúde) para casos suspeitos de infecção por SARS-CoV-2;

– Implementar controles administrativos; 

– Controles ambientais e de engenharia.

Lembre-se de seguir as medidas de higiene respiratória e de aplicar a abordagem “Meus 5 momentos para higiene das mãos da OMS” antes de tocar em um paciente, antes de qualquer procedimento limpo ou asséptico, após exposição ao fluido corporal, depois de tocar em um paciente e depois de tocar o ambiente do paciente.

Onde posso encontrar informações confiáveis? 

Os sites da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde estão sendo atualizados constantemente com novas informações sobre a doença. 

Além disso, com o intuito de combater a propagação de fake news, o Ministério da Saúde desenvolveu aplicativos com dicas de prevenção, descrição de sintomas, formas de transmissão, mapa de unidades de saúde e até uma lista de notícias falsas que foram disseminadas sobre o assunto. Os aplicativos estão disponíveis para usuários dos sistemas operacionais iOS e Android.

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