Hipertensão e coronavírus: quais cuidados devem ser tomados?

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A hipertensão arterial é uma doença crônica popularmente conhecida como pressão alta, que pode comprometer o cérebro, rins, olhos e principalmente o funcionamento do coração.

Sem apresentar sintomas, essa doença causa alterações extremas na pressão sanguínea, sendo um problema mundial de saúde. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipertensão arterial atinge 36 milhões de brasileiros, sendo a principal causa de morte dentro das doenças cardiovasculares.

Somando as consequências da falta de controle da pressão arterial, a pandemia da COVID-19 apresenta mais uma ameaça para as pessoas com hipertensão, o que as enquadra no grupo de risco. 

Com o artigo a seguir você pode entender mais sobre os riscos e cuidados que envolvem hipertensão e coronavírus.

Hipertensão e Coronavírus: O que é preciso saber?

No Brasil, a transmissão do novo coronavírus já é comunitária, isso significa que o rastreamento da ligação entre os casos já não é possível e que o isolamento das pessoas expostas é insuficiente para frear a transmissão da infecção. 

Com esse novo cenário, o alto contágio da COVID-19 atinge todas as pessoas, que independentemente das condições de saúde precisam dar atenção às medidas preventivas.

Apesar do risco de contágio ser igual para todos, pessoas com hipertensão e outras doenças crônicas são consideradas potencialmente vulneráveis ao coronavírus, pois as complicações ao contrair a COVID-19 são mais graves para pessoas que possuem doenças crônicas, como aponta o artigo publicado pelo The Lancet.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, ainda não há evidências claras sobre a associação dos medicamentos para hipertensão interferirem nas complicações da COVID-19, sendo recomendada a avaliação individualizada do paciente em relação ao risco cardiovascular da suspensão dos medicamentos.

Como se proteger?

Visto que o vírus é transmitido através de gotículas respiratórias, contato com secreções e objetos contaminados ou contato próximo com uma pessoa que apresente sintomas respiratórios, o risco de exposição à infecção é muito alto.

Em meio à pandemia, é preciso atenção em cada atitude tomada para conter o vírus. Além da fácil transmissão, há o fato de que muitas pessoas são portadoras assintomáticas da COVID-19, o que pode facilitar ainda mais o contágio através do contato próximo.

Por isso, todas as recomendações do Ministério da Saúde devem ser adequadamente tomadas. Além das medidas de higienização padrão, o uso de máscaras é imprescindível ao ter contato com pessoas, além da precaução ao evitar tocar o rosto e a também a máscara.

Também, o isolamento social e medidas controladas de desinfecção de roupas, objetos e superfícies devem ser seguidas à risca, buscando o máximo de prevenção.

Além das ações contra o vírus, a pessoa com hipertensão precisa seguir todas as medidas de controle da pressão arterial e do colesterol, buscando proteger o seu organismo. Para isso é preciso evitar alimentos gordurosos, reduzir o consumo de sal, além de restringir o uso de bebidas alcoólicas e tabaco.

Qual a relação entre o sistema imunológico e hipertensão?

Estudos apontam que há a possibilidade da hipertensão arterial interferir no sistema imunológico. Isso ocorre por meio da alteração da produção de linfócitos, sendo possível haver respostas inflamatórias crônicas ao surgimento da hipertensão, aumentando os níveis de inflamação. 

Visto que uma imunidade baixa está relacionada com os níveis de inflamação, cuidados com o controle da hipertensão são essenciais para manter o bom funcionamento do sistema imunológico.

Como prevenir a transmissão da COVID-19 dentro de casa?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os pacientes que se enquadraram como caso suspeito para COVID-19 apresentam febre e, no mínimo, um sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, entre outros).

Por isso, todos os membros de uma casa devem ter atenção às medidas preventivas, que consistem na frequente higienização do ambiente, das mãos e objetos pessoais, uso de máscaras e a prática de isolamento social.

Se possível, deve ser disponibilizado um espaço protegido para as pessoas com condições de saúde mais vulneráveis. Também é importante  manter os  objetos pessoais delas regularmente limpos.

Se algum membro estiver com a COVID-19 ou com suspeita, é necessário que a pessoa fique em seu próprio quarto com a porta fechada e tenha cuidados de apenas um familiar, mantendo os cuidados com outros membros, principalmente com aqueles que apresentam condições de saúde vulneráveis, como  pessoas com hipertensão. Uma boa solução no caso de suspeita da COVID-19 é a autoavaliação instruída através de um questionário, que ao ser preenchido pode direcionar quem estiver com dúvida. 

Como a COVID-19 afeta o cotidiano de quem tem hipertensão?

Por causa das complicações de uma doença crônica que podem desencadear com a infecção da COVID-19, as medidas preventivas já aconselhadas devem ser intensificadas, e devem se tornar parte do dia a dia da pessoa com hipertensão. 

Com a nova rotina causada pelo isolamento social, situações estressantes da nova forma de convívio podem afetar o organismo, levando à liberação de hormônios que aumentam a pressão arterial (adrenalina e cortisol).

A prática de exercícios físicos é um fator importante para a saúde de alguém com hipertensão, mas por causa do isolamento, essa prática pode ser comprometida. 

Isso impacta na administração da pressão arterial, porém com planejamento e  regularidade, pode ser possível encontrar outras formas de se exercitar dentro de casa.

Quais profissionais de saúde podem ajudar?

O profissional farmacêutico pode ser um grande aliado no cuidado da saúde da população em geral neste período. 

As pessoas com hipertensão podem confiar na farmácia como um ambiente seguro, onde podem checar a pressão arterial além de receber a revisão de sua medicação.

Devido à recomendação de isolamento social, algumas farmácias estão oferecendo atendimento em casa. Além disso, a entrega à domicílio, de medicamentos e outros serviços, está sendo a solução para evitar a exposição desnecessárias dos pacientes que correm maior risco.

Gostou de saber mais sobre hipertensão e coronavírus? Possui algum familiar com doenças crônicas como a hipertensão arterial? Compartilhe esse artigo e proteja-se!

Henrique Andrade Rodrigues Fonseca, Mariana Tamy Asoo, Nelson Carvalho Farias Junior. A imunidade na hipertensão arterial. Disponível em: <http://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/03/881234/rbh_v22n3_93-97.pdf> Acesso em: 29/04/2020

Ministério da Saúde. Coronavírus. Disponível em: <https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca> Acesso em: 24/04/2020.

Portal Prevenção. Fatores de Risco. Disponível em: <http://prevencao.cardiol.br/fatores-de-risco/estresse.asp>. Acesso em: 29/04/2020.

Sociedade Européia de Cardiologia. COVID-19 e cardiologia. Disponível em: <https://www.escardio.org/Education/COVID-19-and-Cardiology> Acesso em: 28/04/2020.

Sociedade Brasileira de Cardiologia. Infecção pelo Coronavírus 2019 (COVID-19). Disponível em:  <http://www.cardiol.br/sbcinforma/2020/20200313-comunicado-coronavirus.html> Acesso em: 24/04/2020.

The Lancet. Os pacientes com hipertensão e diabetes mellitus estão em maior risco de infecção por COVID-19? Disponível em: 

<https://www.thelancet.com/journals/lanres/article/PIIS2213-2600(20)30116-8/fulltext#%20> Acesso em: 28/04/2020.

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