O que é a hepatite C?

Hepatite C
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A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus (hepatite viral) ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, ou doenças.

As hepatites virais, que são tema da campanha Julho Amarelo, são classificadas por letras: A, B, C, D e E. No Brasil, as mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C, sendo que a hepatite C é a responsável pelo maior número de óbitos associados às hepatites virais. 

Segundo o Ministério da Saúde, milhares de pessoas no país são portadoras do vírus da hepatite C e não sabem, pois grande parte dos infectados não desenvolvem sintomas claros. Em muitos casos, a doença somente é descoberta quando surgem complicações graves como cirrose ou câncer de fígado. 

Até 1993, não existiam testes para a detecção da hepatite C. Por isso, se você fez alguma cirurgia, transfusão sanguínea ou transplante antes desse período, pode ser que tenha contraído a doença. A boa notícia é que, em mais de 90% dos casos, quando o tratamento é seguido corretamente, a hepatite C tem cura.  

Entenda o que é a doença e como é feito o diagnóstico. 

O que é a hepatite C e como a doença se manifesta? 

A hepatite C é uma doença causada pelo vírus HCV (do inglês hepatitis C virus), transmitido por meio do contato com o sangue contaminado. 

A infecção pode se manifestar na forma aguda ou crônica.  Quando a infecção pelo vírus persiste por mais de seis meses – o que é comum na maioria dos casos, – caracteriza-se a evolução para a forma crônica da hepatite. É nesta fase que a  doença é geralmente descoberta. 

Quais são os sintomas da fase aguda?

A forma aguda da infecção, na maioria dos casos, é assintomática. Quando o paciente apresenta sintomas estes incluem fadiga, mal-estar, náuseas, dor abdominal, anorexia e icterícia (pele amarelada). 

Quais são os sintomas da fase crônica?

Em geral, a hepatite crônica é assintomática. Manifestações clínicas costumam aparecer quando a doença já está em um estágio avançado. 

Como é feito o diagnóstico?

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das pessoas não desenvolve sintomas, o que dificulta o diagnóstico. Como vimos, geralmente, a hepatite C é descoberta em sua fase crônica. Essa fase é caracterizada pelo processo inflamatório persistente. Na ausência de tratamento, 60 a 85% dos casos evoluem para a fase crônica e 20% evoluem para cirrose hepática. 

Normalmente, o diagnóstico ocorre após teste rápido de rotina ou por doação de sangue. Como grande parte dos casos são assintomáticos, realizar um exame de sangue é essencial. Você pode fazer esse teste em um  farmácia  ou uma unidade de saúde.   

Esse exame aponta a presença de anticorpos anti-HCV. Caso o resultado seja reagente, é necessário realizar um exame de carga viral (HCV-RNA) para confirmar a infecção ativa pelo vírus. 

Após realizar esses exames, o paciente pode iniciar o tratamento, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. 

Quem deve fazer o exame? 

  • Qualquer pessoa que nunca tenha realizado o teste, principalmente pessoas acima de 40 anos;
  • Gestantes;
  • Casais que desejam ter filhos;
  • Pessoas infectadas pelo HIV;
  • Indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993; 
  • Pessoas que realizaram procedimento odontológicos, de manicure ou pedicure em locais que não obedecem às normas de biossegurança.

A hepatite C é uma IST? 

Segundo o Ministério da Saúde, a Hepatite C não é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível.

No entanto, entre homens que fazem sexo com homens (HSH) e na presença da infecção pelo HIV, a via sexual deve ser considerada para a transmissão do HCV.

Quantos casos de Hepatite C existem? 

Estima-se que no Brasil existam cerca de 700 mil pessoas infectadas. A maioria delas se infectou em transfusões realizadas antes de 1993 – quando ainda não existiam testes para detectar o vírus nos bancos de sangue – ou ao compartilhar seringas. 

Como ocorre a transmissão? 

  • Compartilhamento de material (seringas, agulhas, entre outros) para uso de drogas;
  • Compartilhamento de material para higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings;
  • Transfusão de sangue contaminado (atualmente o risco de contaminação é baixo);
  • Da mãe para o filho durante a gravidez (mais rara);
  • Sexo sem camisinha com uma pessoa que possui o vírus (mais rara).
  •  

Como é o tratamento?

O tratamento da hepatite C depende do tipo do vírus e do comprometimento do fígado. Por isso, é necessário realizar um exame de triagem e, caso o resultado seja positivo, procurar um centro de saúde para realizar exames específicos. Existem centros de assistência do Sistema Único de Saúde que disponibilizam tratamento para a hepatite C em todos os estados do país. 

Desde março de 2018, todos as pessoas diagnosticadas com Hepatite C contam com tratamento gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente do dano no fígado.

Como prevenir a doença? 

Não existe vacina contra a hepatite C. Desta forma, para se prevenir, é preciso tomar alguns cuidados como: 

  • Não compartilhar escovas de dentes, lâminas, tesouras ou outros objetos de uso pessoal;
  • Não compartilhar seringas e outros objetos perfuro-cortantes;
  • Desinfetar feridas e cobrí-las; 
  • Usar preservativos nas relações sexuais. 

Além disso, lembre-se de fazer o exame, principalmente se você tem mais de 40 anos. A doença é curável e o diagnóstico precoce evita as complicações graves. 

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Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019. 68 p.

Instituto de Biotecnologia em Imunobiológicos. Bio-Manguinhos. Disponível em: <https://www.bio.fiocruz.br/index.php/hepatite-c-sintomas-transmissao-e-prevencao>. Acesso em: 27 de julho de 2020. 

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