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COVID, gripe ou resfriado? Saiba quais são as diferenças

É muito comum ouvir que os sintomas da COVID-19 se assemelham aos de uma gripe ou resfriado. Os sinais das diferentes infecções podem ser confundidos, já que as pessoas infectadas pelo vírus podem apresentar sintomas como tosse, falta de ar, dificuldade em respirar e febre.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todas essas infecções atingem o sistema respiratório, mas se diferenciam quanto à evolução e duração. 

Acompanhe o artigo a seguir para entender as particularidades da COVID-19, da gripe e do resfriado e saber como se prevenir.

Quais são as diferenças entre a COVID-19, a gripe e o resfriado?

O que faz a população ter dúvidas sobre os sintomas, é o fato de que essas infecções apresentam sinais respiratórios semelhantes. Veja o comparativo entre as três doenças respiratórias:

Dentre as doenças, o resfriado é a que desaparece mais rapidamente. Já a COVID-19 assemelha-se mais à gripe. É um quadro febril que pode ter uma intensidade como a da gripe comum, com dor de cabeça e dor de garganta.

No entanto, como os sintomas são muito semelhantes, a comparação entre as doenças sem uma avaliação médica pode ser prejudicial ao paciente e à população, uma vez que o vírus que causa a COVID-19 é altamente transmissível.

Quem possui suspeita de coronavírus pode fazer uma auto avaliação de saúde prévia baseada nas informações do Ministério da Saúde, para ajudar a direcionar as ações conforme seus sintomas. 

Além disso, o Ministério da Saúde atende a população à distância através do canal TeleSUS, deixando disponível o número 136 para quem precisa tirar dúvidas e fazer uma avaliação prévia dos seus sintomas, que são relatados na chamada. 

Quais as diferenças entre os vírus?

Ao analisar fatores microbiológicos das três doenças, cada enfermidade possui grandes diferenças. Biologicamente, as famílias dos vírus causadores da gripe, resfriado e da COVID-19 são distintas.

O vírus Sars-CoV-2 causador da COVID-19, faz parte da família dos coronavírus, que agrupam diversos agentes infecciosos que provocam desde problemas respiratórios simples até graves complicações. Além da COVID-19, outras doenças causadas por coronavírus conhecidas são a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV).

Enquanto isso, a gripe é causada pelos vírus da família influenza, existindo os tipos A, B e C. Com suas constantes mutações virais, os tipos A e B são os maiores causadores de doenças.

Com relação ao resfriado, existe uma variedade de agentes infecciosos diferentes em sua causa, como Rinovírus, Adenovírus e Parainfluenza, que apresentam baixo risco para a saúde.

Como acontece a transmissão dessas doenças?

A transmissão das três doenças ocorre através do contato com o vírus por meio de partículas de secreções respiratórias de pessoas infectadas, que podem estar em objetos contaminados ou suspensas no ar.

Após a contaminação de gripe ou resfriado comum, o portador do vírus pode levar de três a quatro dias para manifestar os primeiros sintomas, diferentemente do período de incubação da COVID-19, que leva de 5 até 14 dias para começar a gerar os sintomas. 

Em ambos os casos, mesmo sem apresentar sintomas, pessoas infectadas que são assintomáticas são capazes de transmitir as doenças à outras pessoas.

Qual é o nível de propagação desses vírus? 

Comparando o nível de propagação, o novo coronavírus é considerado mais contagioso. As pesquisas ainda não dão resultados claros, mas estima-se que a taxa básica de reprodução para o Sars-CoV-2 varia entre 2 e 3, o que significa que, em média, cada portador passa a doença, para outras dois ou três pessoas. No entanto, outros estudos chegam a atribuir uma taxa de aproximadamente 6. De qualquer maneira, a quantidade é superior à dos vírus da gripe e resfriados.

Qual é o risco de mortalidade? 

Para o resfriado, o risco de mortalidade ou complicações é extremamente baixo. Com relação à gripe, o risco depende de fatores como sazonalidade, região e outras condições. 

Como o tratamento para coronavírus ainda é incerto, o risco de morte se torna maior, dependendo das condições de saúde do infectado. Outro fator que afeta a letalidade da COVID-19 é a qualidade e o acesso aos cuidados médicos. Devido à demanda recebida pelos hospitais em meio à pandemia, as pessoas infectadas pelo vírus correm o risco de não terem esses cuidados supridos.

Quais são os grupos de risco?

A gripe e o resfriado comum atinge com mais gravidade crianças, grávidas, idosos, imunodeprimidos e também pessoas com doenças crônicas como diabetes

No entanto, qualquer pessoa pode ter complicações ao ser infectada com o novo coronavírus, como mostra alguns casos. Além disso, há a possibilidade de um infectado não apresentar os sintomas e ser um transmissor assintomático.

Como prevenir a COVID, a gripe e o resfriado?

A prevenção das três infecções é parecida: lavar as mãos com água e sabão frequentemente, usar álcool gel e manter distância principalmente de quem apresenta os sintomas (tosse, coriza, febre e outros sintomas respiratórios). Ao tossir ou espirrar, é necessário cobrir o rosto com o braço ou um lenço descartável. 

Porém, diante a situação pandêmica de COVID-19, a prevenção se dá pelo uso de máscara e de medidas de isolamento social. Essas medidas são essenciais para diminuir a incidência de novos casos do coronavírus, o que ajuda os profissionais e estabelecimentos de saúde a lidarem com a doença, garantindo que as unidades de saúde não ficarão lotadas e que haja atendimento e recursos de qualidade para a assistência do paciente com COVID-19.

Para a COVID-19 ainda não há vacina, embora os primeiros testes já tenham sido iniciados. No entanto, existe vacina para a Influenza. O interessante é que essa vacina facilita o diagnóstico em caso de suspeita de COVID-19. Caso uma pessoa que foi vacinada para Influenza apresente sintomas respiratórios comuns à gripe e à COVID-19, a chance de o  diagnóstico de coronavírus ser positivo é maior, o que pode adiantar os cuidados médicos.

Atualmente, a principal maneira de lidar com a COVID-19 é a prevenção. Isso porque ainda não há tratamento ou medicação para o novo coronavírus. Assim como ocorre com a gripe e resfriados, a eliminação do vírus ocorre com o passar do tempo, onde os anticorpos produzidos pelo organismo eliminam os agentes virais. 

Mesmo com a ação dos anticorpos, a maior preocupação com relação à COVID-19 é que o vírus pode trazer complicações para o aparelho respiratório, em especial para os grupos de risco. Por isso, a prevenção é a principal ação contra o coronavírus.

Conhece alguém que confunde os sintomas do novo coronavírus? Compartilhe esse conteúdo e tire as dúvidas!

Jornal da USP. Falta de ar é sintoma crucial para diferenciar COVID-19, gripe ou resfriado. Disponível em: <https://jornal.usp.br/atualidades/falta-de-ar-e-sintoma-crucial-para-diferenciar-covid-19-gripe-ou-resfriado/> Acesso em: 13/07/2020

Ministério da Saúde. Tem dúvidas sobre o coronavírus? Disponível em: <https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/marco/21/Informa—-es-Sobre-Coronav–rus.pdf> Acesso em: 28/04/2020

Organização Mundial da Saúde. Similaridades e diferenças entre COVID-19 e Influenza. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-similarities-and-differences-covid-19-and-influenza> Acesso em: 30/04/2020

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