IgM reagente e IgG reagente para Coronavírus: Saiba o que fazer

As Imunoglobulinas (Ig), também conhecidas como anticorpos, são moléculas produzidas em resposta a antígenos. Um antígeno pode ser um organismo ou uma substância que provoca uma resposta imunológica específica.

Elas são divididas em 5 categorias: IgG, IgM, IgA, IgD e IgE. Cada subtipo de imunoglobulina possui uma função específica no organismo e age sobre um respectivo antígeno.

O exame de Coronavírus Hilab detecta dois tipos de anticorpos, o IgM e o IgG. Os anticorpos IgM indicam infecção na fase ativa, pois eles são os primeiros anticorpos a aparecer quando vírus ou bactérias nocivas atacam o nosso corpo. Já os anticorpos IgG, também são uma resposta a vírus e bactérias, porém atuam na fase mais tardia da infecção.

Se você fez o exame de COVID-19 Hilab e teve um resultado IgM reagente e IgG reagente, leia com atenção as orientações a seguir para entender o que isso significa.

IgM reagente e IgG reagente: o que isso significa?  

Como vimos, o IgM é o anticorpo de fase aguda contra infecções, é a primeira defesa do corpo contra vírus e bactérias nocivos ao organismo.

Ter um resultado do exame de Coronavírus IgM reagente, significa, portanto, que provavelmente você está com a COVID-19 e que o organismo dele está lutando contra a infecção. O resultado, também reagente para IgG, indica que o seu organismo está produzindo os anticorpos que atuam na fase mais tardia da infecção.

O resultado IgM reagente e IgG reagente sugere, portanto, infecção recente.

O que devo fazer? 

1. Monitore os seus sintomas

Caso os sintomas sejam leves, não é recomendado procurar um serviço de saúde. Para evitar a disseminação do vírus para outras pessoas, procure atendimento médico somente em caso de agravamento dos sintomas, ou seja, caso tenha febre alta, tosse ou dificuldade respiratória. Ligue para o serviço de teleconsulta do Sistema Único de Saúde (136). Assim, o seu caso será monitorado por profissionais da saúde.

2. Use máscara 

O uso de máscaras é essencial para evitar a disseminação da COVID-19. O IgM reagente indica que a infecção está na fase ativa, o uso de máscara é, portanto, essencial. Pessoas com COVID-19 em isolamento domiciliar, devem usar preferencialmente máscara cirúrgica. O mesmo vale para o cuidador mais próximo dessa pessoa, quando estiver no mesmo ambiente da casa.

Segundo as últimas recomendações do Ministério da Saúde, as máscaras são recomendadas, inclusive, para pessoas assintomáticas – ou seja, para pessoas que não apresentam os sintomas da doença – visto que a infecção também pode ser transmitida por pessoas assintomáticas.

3. Adote o isolamento social e domiciliar

A COVID-19 é transmitida de pessoa para pessoa por meio de gotículas respiratórias. Você deve adotar o isolamento social e domiciliar, pois o SARS-CoV-2 é um vírus altamente contagioso. Em casa, os cuidados devem ser redobrados. Se possível, é recomendado que você fique em um cômodo separado.

As pessoas que moram com você também devem entrar em isolamento assim como monitorar os sintomas. Caso outro familiar da casa inicie os sintomas leves, ele deve reiniciar o isolamento de 14 dias. Se os sintomas forem graves, como dificuldade para respirar, ele deve procurar orientação médica imediatamente.

O isolamento é a maneira mais efetiva para evitar a disseminação do vírus.

4. Higienize as mãos com frequência

As mãos contaminadas podem levar o vírus para inúmeros locais da casa. Para evitar a disseminação do vírus, elas devem ser higienizadas com frequência, com água e sabão ou álcool gel 70%.

5. Mantenha o ambiente limpo

Todos os locais tocados pelo paciente que está com a COVID-19 devem ser higienizados com frequência. Ao usar o banheiro, você deve realizar a limpeza do local, higienizando, por exemplo, as maçanetas das portas, as torneiras e os registros do chuveiro e do vaso sanitário. As roupas usadas devem ser colocadas dentro de um saco plástico. Lenços de papel devem ser jogados no lixo imediatamente após o uso.

6. Continue com os cuidados, mesmo após a recuperação

Os cuidados com a higiene pessoal e domiciliar devem ser mantidos mesmo após a recuperação do paciente. Ao retornar da rua um paciente, mesmo que recuperado da COVID-19, pode trazer o vírus para o ambiente novamente, podendo assim, contaminar os familiares.  Além disso, apesar do fato de o IgG ter sido reagente indicar que o seu organismo pode estar produzindo os anticorpos que fornecem imunidade a longo prazo, não sabemos se essa imunidade conferida pelo IgG é por toda a vida. A COVID-19 é uma doença nova.

Dúvidas frequentes: 

Quando as pessoas devem procurar atendimento médico? 

Caso os sintomas sejam leves, não é recomendado procurar um serviço de saúde, segundo as últimas recomendações do Ministério da Saúde.

Para evitar a disseminação do vírus para outras pessoas, o atendimento médico deve ser buscado somente em caso de agravamento dos sintomas, ou seja, caso o paciente tenha febre alta, tosse ou dificuldade respiratória.

Com quem posso entrar em contato para tirar dúvidas sobre a COVID-19? 

Você pode ligar 136 – para entrar em contato com o serviço de Teleconsulta do SUS ou baixar o aplicativo “Coronavírus SUS”.

Segundo o Ministério da Saúde, os serviços de teleconsulta do SUS já foram buscados por mais de 1 milhão de pessoas.

Deste total, 471,6 mil foram avaliadas à distância pelo Ministério da Saúde sobre os sintomas do coronavírus, por meio dos serviços 136, Chatbot, Aplicativo, Busca Ativa e Acompanhamento. Entre os que foram avaliados, 89% foram considerados saudáveis e cerca de 13 mil pessoas foram encaminhadas para teleatendimento pré-clínico com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Ficou com alguma dúvida? Deixe a sua pergunta nos comentários e aproveite para assistir ao vídeo que explica este resultado. 

Ministério da Saúde. O que é coronavírus? (COVID-19). Disponível em: <https://coronavirus.saude.gov.br/>. Acesso em: 13 de abril de 2020. 

Ministério da Saúde. Ministério da Saúde já atendeu 471,6 mil pessoas à distância. Disponível em: <https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46675-ministerio-da-saude-ja-atendeu-471-6-mil-pessoas-a-distancia>. Acesso em: 05 de maio de 2020.



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